Ibovespa fecha em queda com saída de ministro agravando receios em meio a pandemia

ReutersConnect/Adriano Machado
Ministro da Saúde, Nelson Teich, que anunciou demissão nesta sexta-feira

O Ibovespa fechou em queda hoje (15), com a renúncia do ministro da Saúde adicionando ruídos ao cenário político, em meio a um ambiente já complicado para o mercado financeiro brasileiro em razão de desdobramentos da pandemia do Covid-19.

Uma bateria de resultados corporativos também ocupou as atenções, enquanto agentes financeiros reavaliam preços de ações após alguma recuperação no mês passado, diante de um cenário econômico ainda sombrio.

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Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,84%, a 77.556,62 pontos, tendo oscilado dos 77.426,10 pontos aos 79.538,23 pontos. O volume financeiro somou R$ 26 bilhões.

Na semana, o Ibovespa acumulou queda de 3,37%.

Nelson Teich pediu demissão do cargo de ministro da Saúde, menos de um mês após assumir, em decorrência de desavenças com o presidente Jair Bolsonaro, na segunda troca de comando do ministério em meio ao avanço da pandemia do Covid-19 pelo país. “É mais um ministro desautorizado pelo presidente”, mais um ruído em tão pouco tempo”, observou o gestor Ricardo Campos, sócio na Reach Capital.

Teich vinha sendo cobrado pelo presidente a modificar o protocolo do ministério para ampliar a recomendação do uso da cloroquina no tratamento à Covid-19, apesar de o ministro ter afirmado que não considera o remédio uma solução.

Para a Guide Investimentos, a saída é mais uma confirmação da volatilidade que define cada vez mais o governo, avaliando ser preocupante a iniciação de outro processo de acomodação na Saúde em meio à escalda de uma grave crise sanitária.

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Na mesma direção, Rafael Ribeiro, da Clear Corretora, destacou que a notícia trouxe mais instabilidade política, aumentando assim a preocupação do investidor. “O que será preciso ver agora é se essa decisão irá afetar a relação política do governo com a base que está montando junto com o Centro”, avalia.

A pauta brasileira contemplou ainda o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que retraiu 5,90% em março ante o mês anterior – menos do que a expectativa em pesquisa da Reuters, de queda de 6,95%.

De acordo com Felipe Sichel estrategista-chefe do modalmais, o dado reflete a primeira parte da retração da economia em consequência as medidas de isolamento social implementadas desde meados de março e deve manter o movimento na próxima leitura.

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No exterior, Wall Street teve dia volátil, contrabalançando dados econômicos e novos atritos comerciais entre os Estados Unidos e a China, mas conseguiu fechar no azul, com variação positiva de 0,39%. (Com Reuters)

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