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Metade da capacidade industrial fica ociosa em abril

Sondagem da indústria da CNI do mês de abril mostra nova mínima histórica da série.

Gustavo Cruz, colaborador da marca
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Nacho Doce/Reuters
Nacho Doce/Reuters

A indústria de veículos automotores foi uma das mais afetadas em abril

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A sondagem industrial de abril da CNI mostrou um quadro crítico do setor. O índice de evolução da produção ficou em 26 pontos, isso representa 24 pontos abaixo da linha divisória de 50 pontos que separa queda e crescimento da produção. Configurando uma nova mínima histórica da série.

Olhando pelo aspecto do mercado de trabalho do setor, também não tivemos novidades positivas. O número de empregados recuou fortemente no mês. O índice se afastou significativamente da linha divisória de 50 pontos, em 38,2 pontos. É o menor índice de toda a série mensal, com início em 2011.

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O índice de utilização da capacidade industrial instalada efetiva em relação ao usual, que mede o quão aquecida ou desaquecida está a atividade industrial, recuou para 23,9 pontos. Indicando uma fraqueza extrema da atividade no período.

O percentual de utilização da capacidade instalada recuou 9 pontos percentuais entre março e abril, para 49%. Ou seja, mais da metade da capacidade instalada das empresas está ociosa.

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A CNI também apontou que os estoques se reduziram e seguiram no nível planejado pela indústria. Segundo a instituição, “a interrupção das vendas resultou numa resposta intensa e imediata na produção, de forma que não houve elevação indesejada de estoques”.

Por fim, a sondagem também apontou os setores que foram mais e menos impactados no mês de abril.

Do lado negativo, destaque para o setor mobiliário, com a maior queda na produção, no emprego e menor UCI efetiva em relação ao usual. Seguido por produtos têxteis, vestuário e acessórios, calçados e suas partes, impressão e reprodução e veículos automotores.

Entre os menos afetados, observamos o setor perfumaria, sabões, detergentes, produtos de limpeza e de higiene pessoal e o setor farmoquímicos e farmacêuticos, com quedas da atividade mais brandas que o restante da indústria.

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