Por que o fim do isolamento pode provocar uma nova explosão de casos

GettyImages/ Justin Paget
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Estudos indicam que os dias posteriores à reabertura são perigosos

Um levantamento da Reuters mostrou que Estados norte-americanos passaram por uma alta súbita de casos de Covid-19 imediatamente após a reabertura de suas economias.

Logo que o início da discussão em torno do achatamento da curva de contaminados pelo novo coronavírus começou, um gráfico circulou tanto que chegou a aparecer no documentário “Explicando: Coronavírus”, parceria da Vox com a Netflix.

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No gráfico em questão, observamos o comportamento da gripe espanhola em duas cidades dos Estados Unidos: St. Louis e Philadelphia. Mas, indo direto ao ponto, vemos que a primeira cidade implementou medidas de isolamento antes e o número de contaminados é bem menor que a segunda cidade, que, inclusive, presenciou a realização de um grande evento público.

Esse é o ponto que todos se atentam no gráfico – o isolamento e o consequente achatamento da curva. No entanto, a intenção do texto é discutir um segundo aspecto: ao fazer corretamente o isolamento, existe um segundo fator de risco escondido no gráfico – a explosão de casos na reabertura.

O argumento deveria ser simples, já que a reabertura ocorre em um período que tem mais pessoas contaminadas na cidade, logo a chance de proliferação da doença é maior. Mas o que ocorre é uma ilusão, uma vez que as pessoas interpretam que, se as autoridades estão liberando as cidades, podem fazer o que quiserem e saírem.

Hoje (14), a Reuters publicou um acompanhamento dos Estados norte-americanos. No documento, é possível ver que os locais que tiveram sucesso no controle inicial já estão em fase de reabertura. A parte boa para por aí: o estudo aponta que eles tiveram seus piores dias em termos de contaminação depois da reabertura.

O Alabama, que reabriu salões de beleza, bares e restaurantes, experimentou uma elevação de 41%.

Vale ressaltar que, depois desses primeiros dias, as condições estão mostrando melhora e até um cenário promissor. O Tennessee teve um acréscimo considerável, mas, logo em seguida, uma queda de 49% dos casos.

Porém, fica o debate em torno de como as reaberturas serão feitas e quais orientações serão dadas.

O que ninguém quer é precisar abrir e ter que fechar os estabelecimentos novamente, vivendo uma nova paralisação. Mas vale o alerta para a saúde de todos: as evidências indicam que os dias posteriores à reabertura são perigosos.

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