Preços do petróleo sobem e Brent toca máxima de um mês

Jessica Lutz/Reuters
Jessica Lutz/Reuters

O petróleo Brent subia US$ 2,1, ou 6,46%, a US$ 34,6 por barril

Os preços do petróleo avançavam hoje (18), com o Brent, referência internacional, tocando máxima de um mês, em meio a um otimismo com a reabertura de economias e cortes de oferta por importantes países produtores.

O petróleo Brent subia US$ 2,1, ou 6,46%, a US$ 34,6 por barril, às 8:32 (horário de Brasília). O petróleo dos Estados Unidos avançava US$ 2,8, ou 9,51%, a US$ 32,23 por barril.

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O Brent operava no maior nível desde meados de abril, enquanto o WTI estava em máximas desde meados de março.

“Otimismo no lado da demanda da equação ajudou os preços do petróleo a subirem mais, com a demanda por gasolina voltando à medida que governos aliviam medidas de confinamento”, disse a analista da Rystad Energy, Paola Rodriguez Masiu.

Grande parte do mundo tem se preparado para deixar os bloqueios adotados contra o coronavírus com a chegada do clima de verão. Lojas e restaurantes se prepararam para reabrir na Itália hoje, enquanto outros centros do surto, como Nova York e Espanha, retiram gradualmente restrições.

O contrato do WTI para junho expira amanhã (19), mas há poucas indicações de que ele possa repetir uma queda histórica vista no mês passado, quando o contrato maio foi negociado a valores negativos às vésperas do vencimento.

Mas analistas alertaram que a demanda não deve se recuperar aos níveis pré-coronavírus tão cedo.

“Claramente, os fundamentos do mercado estão melhorando, mas continuamos a acreditar que o mercado está se recuperando muito cedo”, apontou o analista do ING, Warren Patterson.

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Cortes de oferta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados e reduções adicionais de oferta da Arábia Saudita e do Kuweit também apoiavam os preços.

“Graças aos cortes adicionais de produção da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Kuweit, e ao declínio mais rápido da produção na América do Norte, o mercado de petróleo pode atingir um equilíbrio em junho”, disse o analista do Commerzbank, Carsten Fritsch. (Com Reuters)

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