Qual o futuro do “coronavoucher”?

GettyImages/ FG Trade
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Pesquisas sugerem que a popularidade do governo subiu entre os beneficiários, mas a equipe econômica já avisou que não tem dinheiro para prorrogações

Uma das principais medidas do governo para auxiliar a população mais vulnerável, duramente afetada pela crise do coronavírus, é o que ficou conhecido como “coronavoucher”, um benefício de R$ 600 que algumas pessoas terão direito a receber por três meses.

A principal questão, agora, é: essa ajuda vai realmente durar um trimestre? Ou o benefício será prolongado?

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Pensando em capital político, prolongar é a escolha mais óbvia. Segundo a pesquisa do jornal digital “Poder 360”, a aprovação do governo federal subiu entre os beneficiários. Nesta parcela da população, as avaliações “boa ou ótima” somaram 34% ante 30% na população de um modo geral. Já os que acham o governo “ruim ou péssimo” são 33% no primeiro grupo contra 39% no segundo.

Qualquer governante seria seduzido pela tentação de prolongar uma política pública temporária para melhorar sua avaliação, ainda mais se essa política foi criada em seu próprio mandato. Ou seja, uma providência associada ao seu próprio nome. O inverso também é verdadeiro: interromper o pagamento de um benefício pode afundar ainda mais a percepção da população sobre o seu governo.

Esse é um dos lados da história, mas existe um outro: como continuar pagando o benefício transitório?

A equipe econômica do governo já alertou que não possui condições de seguir arcando com o benefício por muito mais tempo. Segundo nota técnica do Instituto Fiscal Independente (IFI), a estimativa é que o governo irá destinar R$ 154,4 bilhões para pagar o auxílio até junho. Hoje, 50 milhões de pessoas estão sendo beneficiadas, e a tendência é que, com o aumento do desemprego, esses dois números aumentem em caso de prorrogação.

Não existe resposta fácil para o dilema. Também podemos argumentar que, com a reabertura econômica, menos pessoas precisarão do benefício, podendo existir uma saída gradual do programa.

Com o início do pagamento da segunda parcela, cada vez mais pessoas repetirão a pergunta feita no título.

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