Embraer tem prejuízo de R$ 433 milhões no 1º trimestre

A receita líquida da companhia totalizou R$ 2,87 bilhões, de R$ 3,12 bilhões no mesmo trimestre do ano anterior

A Embraer reportou hoje (1) prejuízo de R$ 433,6 milhões no primeiro trimestre, com queda de vendas em razão da pandemia do novo coronavírus, além de reflexos do fracasso do acordo com a norte-americana Boeing.

Um ano antes, o prejuízo foi de R$ 229,9 milhões.

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A fabricante de aviões está discutindo propostas de financiamento com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com bancos privados no Brasil e no exterior, “principalmente uma voltada para financiar o capital de giro para exportações”.

Na véspera, a Reuters noticiou, citando fontes do governo, que a companhia deve obter em junho financiamento junto ao BNDES e a bancos privados no valor de US$ 600 milhões para atender a sua demanda de jatos executivos e comerciais para os próximos meses.

Nos primeiros três meses do ano, a Embraer teve uma queima de caixa ajustado de R$ 2,9 bilhões. Segundo a empresa, um ano antes, o uso de caixa livre ajustado foi de R$ 2,495 bilhões. A Embraer diz que o fluxo de caixa é historicamente negativo nos primeiros trimestres devido ao consumo sazonal de capital de giro.

A empresa disse que sua decisão de colocar funcionários em férias remuneradas em janeiro para finalizar os detalhes do acordo com a Boeing foi responsável por uma queda de 23% na receita. Em março, a Embraer novamente afastou os trabalhadores devido à pandemia de Covid-19.

A receita líquida da companhia totalizou R$ 2,87 bilhões, de R$ 3,12 bilhões no mesmo trimestre do ano anterior.

O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) somou R$ 47,6 milhões, um tombo em relação aos R$ 120,3 milhões um ano antes. A margem Ebitda caiu a 1,7%, de 3,9%.

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A Boeing disse que compraria a maior parte da unidade de aviação comercial da Embraer por US$ 4,2 bilhões, mas o acordo entrou em colapso repentinamente em abril, deixando a Embraer sem um plano B claro.

Na última sexta-feira (29), a Reuters noticiou que China, Rússia e Índia estavam rondando a Embraer e estudando possíveis movimentos, embora tudo ainda no campo preliminar.

Em comunicado separado, a Embraer disse hoje que atualmente não está negociando com a estatal COMAC da China, a Irkut da Rússia ou a Índia sobre qualquer possível acordo para substituir o da Boeing, acrescentando que avalia regularmente possíveis opções de parceria. (Com Reuters)

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