Ibovespa fecha em alta com exterior positivo

ReutersConnect/Amanda Perobelli
ReutersConnect/Amanda Perobelli

Homem aponta para painel eletrônico da B3, com cotações do mercado financeiro

A bolsa paulista retomou o viés positivo hoje (23), após a correção de ontem (22), embalada por dados de atividade nos Estados Unidos e Europa melhores do que o esperado, além de fala do presidente norte-americano, Donald Trump, reafirmando que o acordo comercial com a China permanece em vigor.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 0,67%, a 95.975,16 pontos, tendo alcançado 97.485,59 pontos na máxima da sessão. O volume financeiro alcançou R$ 26,35 bilhões.

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Nos EUA, as vendas de novas moradias mostraram crescimento acima do esperado em maio, de 16,6%, enquanto a atividade empresarial teve contração abaixo do previsto, com o Índice de Gerentes de Compras (PMI) Preliminar Composto melhorando para 46,8.

Antes disso, dados na zona do euro também mostraram sinais de recuperação da atividade.

Em Wall Street, o S&P 500 subiu 0,43% e o Nasdaq Composite subiu 0,74%, para nova máxima histórica.

Também trouxe alívio aos negócios o tuíte de Trump de que o acordo comercial EUA-China segue “totalmente intacto” após o assessor da Casa Branca Peter Navarro adicionar forte volatilidade ao afirmar que o acordo estaria “acabado”.

“Esse breve momento de caos lembrou aos mercados que a guerra comercial está longe de terminar e pode retornar a qualquer momento”, disse o analista Milan Cutkovic, da AxiCorp.

Na visão de Cutkovic, investidores parecem menos preocupados com o aumento de novas infecções por coronavírus no mundo. “Embora o aumento em novos casos seja um pouco preocupante, o risco de um segundo bloqueio é visto como baixo”, afirmou.

Em relação à bolsa paulista, o estrategista Daniel Gewehr, do Santander Brasil, destacou que, após a forte recuperação desde o fim de março, o indicador técnico do Ibovespa revela que ele está ligeiramente abaixo da zona neutra, a 98.000 pontos.

Além disso, acrescentou, a sensibilidade ao CDS sugere que o Ibovespa, em dólar, está próximo ao seu valor justo, de acordo com a correlação histórica (-0,80).

Gewehr ressaltou, contudo que, “apesar dessas duas métricas implicarem um mercado lateralizado no curto prazo, mantemos o viés positivo no médio/longo prazo, dado que a menor Selic de todos os tempos deve continuar a aumentar a realocação de ativos para ações, além de permitir múltiplos mais altos”.

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Do ponto de vista de análise gráfica, o Ibovespa também segue em tendência de alta no curto prazo, de acordo com a equipe do Itaú BBA, citando que o índice precisa superar a região de resistência em 97.700 pontos para continuar a trajetória de alta rumo aos 102.300 e 108.800 pontos.

O Banco Central divulgou a ata da reunião da semana passada, quando cortou a Selic a 2,25%, e avaliou que o país já estaria próximo do limite efetivo mínimo para a taxa, a partir do qual novos cortes seriam contraproducentes. (Com Reuters)

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