Dólar vai abaixo de R$ 5,50 acompanhando exterior

Reuters
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Às 10:43, o dólar recuava 1,52%, a R$ 5,4942 na venda, e chegou a cair a R$ 5,474 na mínima do dia

O dólar cedia acentuadamente contra o real na manhã de hoje (28), acompanhando a tendência de fraqueza da moeda norte-americana nos mercados internacionais após o anúncio de mudanças na política monetária do Federal Reserve, enquanto o cenário fiscal brasileiro seguia no foco dos investidores.

Às 10:43, o dólar recuava 1,52%, a R$ 5,4942 na venda, e chegou a cair a R$ 5,474 na mínima do dia. O principal contrato de dólar futuro operava em baixa de 1,62%, a R$ 5,48.

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Ontem (27), na aguardada conferência anual de Jackson Hole, o chair do Fed, Jerome Powell, anunciou uma nova estratégia agressiva para levar os Estados Unidos de volta ao pleno emprego e conduzir a inflação a níveis mais saudáveis, elevando as expectativas de que os juros no país seguirão próximos a zero por um bom tempo.

Como consequência do anúncio do banco central norte-americano, o dólar caía fortemente contra uma cesta das principais moedas hoje, o que contaminava mercados emergentes, deixando pares do real em alta no dia.

“A mudança na política monetária dos EUA sinaliza manutenção dessa expansão de liquidez e a aceitação de qualquer inflação mais alta, o que desvaloriza a moeda norte-americana frente ao mundo”, explicou Denilson Alencastro, economista-chefe da Geral Asset.

Enquanto isso, no Brasil, os holofotes continuavam sobre a saúde fiscal do país, em meio a expectativa de que o ministro da Economia, Paulo Guedes, apresente em breve alguma forma de compensar os gastos extraordinários do governo com medidas de combate à crise do coronavírus.

Recentemente, embates entre Guedes e o presidente Jair Bolsonaro sobre o valor do programa Renda Brasil despertaram temores sobre um possível furo do teto de gastos, além de terem levantado boatos — já desmentidos — de que o ministro, um dos pilares da atual administração, deixaria seu cargo.

“(Guedes) parece estar cedendo diante do presidente”, comentou Mauriciano Cavalcante, diretor de câmbio da Ourominas. “O mercado está antecipando que ele vai continuar no cargo e, quanto à questão fiscal, ele deve apresentar algum projeto que faça com que a cobertura referente a esses gastos seja tirada de algum outro lugar”, o que tem potencial de ampliar a tendência de queda do dólar vista nesta sessão.

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Entre as notícias relevantes de hoje, destacava-se a de que o governo aprovou ontem a transferência imediata ao Tesouro de R$ 325 bilhões do resultado cambial do BC no primeiro semestre, após um pedido de R$ 445 bilhões que mirava dar tranquilidade à gestão de curto prazo da dívida pública.

Na véspera, o dólar à vista fechou em queda de 0,60%, a R$ 5,5789 na venda.

O Banco Central fará neste pregão leilão de swap tradicional para rolagem de até 12 mil contratos com vencimento em março e julho de 2021. (Com Reuters)

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