Entenda como o ouro bateu sua máxima histórica, passando os US$ 2.000 por onça

Getty Images
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Em contraste com a valorização do metal, dólar atingiu a mínima em dois anos na semana passada

O ouro superou US$ 2.000 a onça ontem (4) pela primeira vez, à medida que os investidores, apreensivos com o dólar enfraquecido por conta da volatilidade provocada pelo coronavírus e os crescentes casos nos EUA, continuam à procura por investimento seguro.

O metal atingiu os US$ 2.041,33 a onça hoje (5), depois de ultrapassar os US$ 2.000 ontem. O ouro valorizou mais de 34% neste ano, tornando-se um dos ativos com melhor desempenho em 2020, de acordo com a Reuters. No entanto, ele não é o único metal precioso em alta. O preço da prata atingiu o maior nível desde 2013, e registra um aumento de 50% no acumulado do ano.

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Enquanto isso, na semana passada, o dólar atingiu a mínima em dois anos, à medida em que o Congresso em Washington trabalha para chegar a acordo sobre uma nova política de estímulos fiscais.

Governos e bancos centrais no mundo todo estão lançando pacotes de estímulo no valor de US$ 20 trilhões, de acordo com o Bank of America, em uma tentativa de aumentar a produção após a pandemia paralisar as principais indústrias e forçar as pessoas a ficarem em casa. Congressistas dos Estados Unidos permanecem em discussão por um pacote adicional de alívio econômico. No entanto, investidores estão preocupados com o fato de estímulo fiscais podem desencadear um aumento da inflação e desvalorização de outros ativos. Além disso, as tensões crescentes entre as duas maiores economias do mundo, Estados Unidos e China, provavelmente continuarão pressionando o ouro para cima.

De acordo com os analistas, as impressionantes altas do ouro devem continuar, uma vez que a pandemia mostra poucos sinais de desaceleração, permitindo com que indústrias retornem às atividades e abrindo espaço para uma recuperação das economias globais. Até agora, mais de 18 milhões de pessoas foram infectadas e o número de mortos chegou a 700 mil nesta semana.

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