Dólar passa a cair contra real após dados dos EUA

Investidores seguem atentos à agenda de reformas e à saúde fiscal do Brasil.

Redação
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Às 10:32, o dólar recuava 0,10%, a R$ 5,3795 na venda

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O dólar passava a recuar contra o real hoje (20, deixando para trás os ganhos registrados no início do pregão, após a divulgação de dados sobre o emprego nos Estados Unidos, enquanto os investidores seguiam atentos à agenda de reformas e à saúde fiscal do Brasil.

Às 10:32, o dólar recuava 0,10%, a R$ 5,3795 na venda. A moeda norte-americana caiu 0,72% na mínima do dia, a R$ 5,3460 na venda, depois de ter chegado a subir 0,87% na máxima, a R$ 5,4318. O contrato mais líquido de dólar futuro caía 0,62%, a R$ 5,3705.

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Segundo Lucas Carvalho, analista da Toro Investimentos, a virada na direção da moeda foi impulsionada pelo Relatório Nacional de Emprego da ADP, que mostrou que a criação de vagas no setor privado dos Estados Unidos ficou abaixo do esperado em agosto, em 428 mil.

“Nos EUA, é bom ficar de olho numa nova rodada de negociações de estímulo. O ADP mostra a necessidade de encontrar um denominador comum entre republicanos e democratas de forma a acelerar a economia e estimular a recuperação do mercado de trabalho”, disse Carvalho, comentando que, se um novo pacote fiscal for alcançado, os mercados possivelmente apresentarão uma nova onda de otimismo.

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Em agosto, os investidores internacionais ficaram atentos nas negociações entre a Casa Branca e parlamentares norte-americanos sobre a renovação de um pacote de auxílio econômico de combate às consequências do coronavírus, mas divergências sobre o valor do estímulo e termos sobre o financiamento eleitoral frustraram as expectativas de um acordo.

Enquanto isso, no cenário local, o foco continuava nos sinais benignos do governo com relação à agenda de reformas e de equilíbrio fiscal, questões que estiveram rodeadas de incertezas nas últimas semanas.

O dólar negociado no mercado interbancário fechou a última sessão em baixa de 1,75%, a R$ 5,385 na venda — menor patamar desde 13 de agosto — depois que o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o texto da reforma administrativa será enviado ao Congresso amanhã (3), depois de sucessivos adiamentos e muita resistência por parte do próprio presidente.

Além disso, na véspera, o ministro da Economia, Paulo Guedes fez discurso em que citou expectativas de uma retomada econômica e discutiu a agenda de reformas, fornecendo alívio aos ativos brasileiros.

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“Foram importantes sinalizações do governo”, disse Lucas Carvalho, afirmando que a retomada da agenda reformista seria motivo de impulso para o apetite dos investidores, apesar da permanência de dúvidas sobre o cenário fiscal e o financiamento de projetos de auxílio do governo, como o Renda Brasil.

Em nota, a Infinity Asset disse que, “apesar de dizer o que o mercado gosta de ouvir, os investidores já cobram a realidade dos fatos, a qual é muitas vezes interpelada pela realidade das travas políticas. Portanto, por mais alinhado com o mercado que esteja o discurso de Guedes, ele precisa se converter em realidade.”

Hoje, o Banco Central fará leilão de swap tradicional para rolagem de até 12 mil contratos com vencimento em março e julho de 2021.

Sobre a intervenção do BC nos mercados de câmbio — que se mostrou forte em agosto diante de uma disparada do dólar que deixou o real atrasado em relação a pares emergentes — Carvalho disse que, “quando o Banco Central julga necessário, ele intervém; são ações pontuais, quando há descolamento muito grande do Brasil em relação a moedas de outros países emergentes.” (Com Reuters)

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