À espera de estímulo nos EUA, mercados globais operam mais um dia em queda

Sem avanços concretos entre o Congresso e a Casa Branca, as bolsas europeias e os futuros em Wall Street trabalham no campo negativo

Ana Paula Pereira
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Sem avanços concretos entre o Congresso e a Casa Branca, as bolsas europeias e os futuros em Wall Street trabalham no campo negativo

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As negociações para um novo pacote de estímulo econômico aos EUA seguem impactando o mercado de ações. Sem avanços concretos entre o Congresso e a Casa Branca, as bolsas europeias e os futuros em Wall Street trabalham mais um dia no campo negativo. Às 7h11, horário de Brasília, o Dow Jones perdia 0,32%, o S&P 500 tinha queda de 0,32% e o Nasdaq recuava 0,31%. Na Europa, todos os índices recuavam na sessão: FTSE 100 (-0,31%), DAX (-0,51%), CAC 40 (-0,52%), Stoxx 600 (-0,52%) e FTSE MIB (-0,42%).

Ontem, logo após o fechamento do pregão em Wall Street, a presidente da Câmara dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, afirmou que ainda há a perspectiva de um acordo, apesar da resistência dos republicanos do Senado, mas disse que isso pode não acontecer antes das eleições. O porta-voz de Pelosi, Drew Hammill, escreveu no Twitter que a parlamentar e o secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, conversariam novamente hoje.

O presidente Donald Trump insiste que um acordo bipartidário entre Pelosi e Mnuchin receberia o número de votos necessários para a aprovação no Senado, onde os republicanos detêm uma maioria de 53 a 47. As pesquisas de opinião mostram que os eleitores culpam Trump pela forma como tem lidado com a pandemia, o que pode respingar na composição do próximo Congresso.

Em abril, o Congresso norte-americano aprovou com agilidade a liberação de mais de US$ 3 trilhões para a economia do país em resposta ao estrago causado pelo coronavírus. Desde então, nenhuma nova medida foi votada pelos parlamentares. Mais de 8 milhões de pessoas já foram infectadas no país e, destas, 222 mil foram mortas pelo vírus.

O impasse nos EUA tem limitado o desempenho das bolsas globais. Na Ásia, apenas o Hang Seng encerrou no azul, com alta de 0,13%. O Nikkei 225 teve mais uma sessão com desempenho negativo, com queda de 0,70%, acompanhado de 0,37% de recuo no BSE Sensex.

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Na China, as perdas foram puxadas por papéis do setor de saúde e indústria, com investidores ignorando a promessa dos parlamentares do país de equilibrar a necessidade de crescimento econômico estável e prevenção de riscos financeiros. O Shangai composite fechou em baixa de 0,38%. (Com Reuters)

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