Brasil tem desemprego recorde de 14,4% no trimestre até agosto, mostra IBGE

Mario Tama/Equipa GettyImages
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O nível de ocupação também caiu para a mínima histórica, a 46,8% no período

A taxa de desemprego atingiu 14,4% no trimestre até agosto, com 13,8 milhões de desempregados no país diante da maior procura por postos trabalho com a flexibilização das medidas de isolamento social. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) divulgados nesta manhã (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse é o nível mais alto da série iniciada em 2012.

“Antes as pessoas em isolamento não pressionavam o mercado porque estavam fora da força, já que não havia oportunidade, e agora há mais procura por trabalho”, explicou a analista da pesquisa, Adriana Beringuy.

O número de desempregados representa alta de 8,5% em relação aos três meses anteriores e avanço de 9,8% sobre o mesmo período do ano anterior.

“A despeito do auxílio (emergencial, pago pelo governo federal na pandemia), podemos dizer que já um aumento na procura por trabalho.”

Entre junho e agosto, houve ainda queda de 5,0% no número de pessoas ocupadas na comparação com o trimestre imediatamente anterior, além de recuo de 12,8% sobre o mesmo período do ano passado. O país contabilizava no total 81,666 milhões de pessoas empregadas, menor nível histórico.

De acordo com o IBGE, no trimestre entre março e maio houve perda da ocupação, mas também aumento da inatividade, já que as pessoas perdiam seus empregos, mas não pressionavam o mercado devido ao isolamento social.

“O cenário que temos agora é da queda da ocupação em paralelo com o aumento da desocupação. As pessoas continuam sendo dispensadas, mas essa perda da ocupação está sendo acompanhada por uma maior pressão no mercado”, disse Beringuy.

Com isso, o nível de ocupação também caiu para a mínima histórica, a 46,8% ante 49,5% no trimestre anterior quando pela primeira vez ficou abaixo de 50%.

Os empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada somavam 8,755 milhões nos três meses até agosto, de 9,218 milhões nos três meses imediatamente anteriores.

Os que tinham carteira assinada no período eram 29,067 milhões, de 31,103 milhões antes, marcando também o menor contingente da série. (Com Reuters)

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