Copom mantém Selic em 2%, mas sinaliza que risco fiscal pode mudar trajetória dos juros

Rmcarvalho / GettyImages
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Para 2021, a perspectiva é de elevação na taxa para 2,75% e 4,50% em 2022

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu hoje (28), por unanimidade, manter a taxa Selic em 2,00% ao ano, sinalizando que, para 2021, mantendo-se o cenário corrente, a perspectiva é de elevação na taxa para 2,75% e 4,50% em 2022.

Em ata, o Comitê destacou que as “últimas leituras de inflação foram acima do esperado”, elevando a projeção do Banco Central para os meses restantes de 2020, que refletem a contínua alta nos preços dos alimentos e bens industriais, bem como a elevação dos preços das commodities. “Apesar da pressão inflacionária mais forte no curto prazo, o Comitê mantém o diagnóstico de que esse choque é temporário, mas monitora sua evolução com atenção.” As expectativas de inflação para 2020, 2021 e 2022 apuradas pela Boletim Focus encontram-se em torno de 3,0%, 3,1% e 3,5%, respectivamente.

“Ficou claro que o Copom não tem intenção de promover novas quedas de juros no curto prazo. Assim, em relação aos investimentos, continuamos sugerindo cautela no curto prazo e para os mais conservadores nossa recomendação recai sobre títulos pós fixados atrelados ao IPCA (preferencialmente), mesmo porque o cenário fiscal, diante dessa celeuma de como financiar o programa renda cidadã, permanece incerto”, avalia Alexandre Espirito Santo, economista-chefe da Órama.

Sobre o risco fiscal, o Copom afirmou que o processo de reformas e ajustes econômicos são essenciais para a recuperação sustentável da economia, afirmando que “questionamentos sobre a continuidade das reformas e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia.” O próximo encontro do Copom acontece em 8 de dezembro.

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