Dados da China e expectativa por pacote fiscal nos EUA impulsionam Ibovespa

Apetite por riscos também impacta o dólar nesta manhã, com a divisa recuando 0,58% e negociada a R$ 5,61 .

Ana Paula Pereira
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O Ibovespa abre o dia (19) em alta, acompanhando bom humor dos mercados globais com a expectativa sobre um acordo para estímulo fiscal nos EUA e dados sobre a economia da China. Às 10h35, horário de Brasília, o índice avançava 0,48% aos 98.743 pontos. O apetite por riscos também impacta o dólar nesta manhã, com a divisa recuando 0,58% e negociada a R$ 5,61 no mesmo horário.

No cenário doméstico, o mercado repercute declarações do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reforçando que o auxílio emergencial não deve ser prorrogado para 2021. No sábado (17), Maia disse que a possibilidade de extensão do estado de calamidade pública “não existe” e defendeu que uma melhora na regulamentação do teto de gastos é mais importante do que a instituição de um novo programa de renda mínima

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Em relatório divulgado ontem (18), a XP Investimentos afirma que os indicadores prévios do terceiro trimestre apontam uma retomada significativa na economia. “Esperamos que essa melhora se reflita também nos resultados a serem reportados pelas empresas brasileiras, com parte das companhias começando a dar sinais de recuperação, o que nos permite acreditar que o pior dos impactos frente ao COVID-19 ficou para trás”, afirma o documento. Nesta semana, as Indústrias Romi, Neoenergia, Weg e Hypera divulgam seus relatórios.

Nos EUA, os investidores acompanham as negociações entre democratas e republicanos para aprovação do esperado pacote de apoio fiscal à economia. No fim de semana, a presidente da Câmara norte-americana, Nancy Pelosi, afirmou que um acordo precisa ser firmado até amanhã (20). Caso contrário, o estímulo deve vir apenas após as eleições, marcadas para 3 de novembro.

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Dados positivos sobre a economia chinesa também colaboram para o sentimento no dia. No terceiro trimestre, o PIB da China cresceu 4,9% em relação ao ano anterior, enquanto o desemprego em áreas urbanas caiu para 5,4% em setembro. Os números reforçam a trajetória de recuperação da economia do país, mas não foram bem recebidos pelos investidores em Xangai, em que esperavam resultados ainda melhores para os indicadores. O índice Shangai Composite fechou o dia com queda de 0,71%, enquanto o Hang Seng teve alta de 0,64%, acompanhado do Nikkei subindo 1,11% e do BSE Sensex, com ganhos de 1,12%.

“Ainda que abaixo das expectativas, tal crescimento demonstra que o impacto das medidas de estímulo na China foi efetivo e traz à tona como tais medidas serão adotadas de agora em diante, nos moldes das discussões sobre estímulos adicionais nos EUA”, disse em nota Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.

Acima das expectativas do mercado, a produção industrial da China aumentou 6,9% em setembro sobre o mesmo mês do ano anterior, no sexto mês consecutivo de expansão. Já as vendas no varejo chinês subiram 3,3% no mês passado em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados foram divulgados hoje (19).

Na Europa, as Bolsas trabalham em campo misto após uma abertura positiva no dia precificando mais um dia de balanços das companhias europeias em meio a segunda onda de coronavírus na região e tentativas de uma acordo comercial entre o Reino Unido e a União Europeia. Na sexta-feira, o ministro britânico, Boris Johnson, anunciou o fim das negociações, mas disse que está aberto a voltar a tratar do tema com o bloco.

Hoje, o mundo chegou a triste marca de de 40 milhões de casos de coronavírus, somando 1,14 milhão de vidas perdidas pela Covid-19, segundo levantamento da Universidade John Hopkins. (Com Reuters)

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