Ibovespa acompanha global e abre em queda com Trump positivo para Covid-19

O Ibovespa abre o último pregão da semana no vermelho, acompanhando o stress dos mercados globais após o presidente Donald Trump e a primeira-dama, Melania Trump, testarem positivo para Covid-19, adicionando mais incertezas ao cenário político nas semanas que antecedem o pleito eleitoral norte-americano.

Às 10h33 o Ibovespa recuava 0,48% aos 95.018 pontos. O dólar operava em queda ante ao real em movimento de ajuste após registrar a máxima desde maio no fechamento da sessão anterior. A divisa recuava 0,18%, negociada a R$ 5,64 no mesmo horário.

Trump tem 74 anos e o seu diagnóstico soma-se a outros 40 mil casos de infecções por Covid-19 confirmados apenas ontem nos EUA. Além da idade, o presidente é considerado pertencente ao grupo de risco em função do sobrepeso e por não exercitar-se regularmente.

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Ainda nos EUA, o mercado repercute a desaceleração na criação de vagas de trabalho em setembro com a criação de 661 mil postos, ante 1,489 milhão em agosto. A perda do ímpeto na geração de empregos é considerada um reflexo da falta de novos estímulos fiscais pelo governo.

No cenário doméstico, o relator do orçamento e também de proposta que cria o Renda Cidadã, senador Marcio Bittar (MDB-AC), afirmou que apresentará entre os dias 15 e 16 de outubro o texto sobre o programa de distribuição de renda. Em vídeo publicado no Twitter, o senador, ao lado do ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, afirmou que anunciará detalhes do programa em viagem ao seu Estado e que a negociação sobre o texto, até lá, será realizada com Lorenzoni.

Na Europa, as bolsas operam também no vermelho, contaminadas pelo cenário de incertezas global com o FTSE 100 perdendo 0,97%, o DAX recuando 1,41%, o CAC 40 em queda de 1,17%, e o Stoxx 600 e o FTSE MIB caindo 0,84% e 1,05%, respectivamente, nesta manhã.

Preços do petróleo caem 4%

Os preços do petróleo recuavam mais de 4% nesta sexta-feira com o teste positivo de Donald Trump para Covid-19.

O petróleo Brent perdia 4,6% para US$ 1,88, com o barril negociado a US$ 39,05, enquanto nos EUA a commodity baixava 4,65%, para US$ 1,85, a US$ 36,92 o barril por volta das 10h20, horário de Brasília.

Os contratos futuros do petróleo dos EUA e do Brent caminham para quedas próximas de 8% e 6%, respectivamente, no acumulado da semana. (Com Reuters)

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