Ibovespa descola do exterior e opera no positivo, enquanto índices globais despencam

O Ibovespa abre a semana com volatilidade nos primeiros negócios, mas descola do exterior e às 10h39, horário de Brasília, opera com alta de 0,26% aos 101.523 pontos. A segunda onda de infecções por coronavírus na Europa e nos EUA pesa sobre os mercados no dia, aumentando o sentimento de aversão ao risco e fortalecendo o dólar que trabalhava com alta de 0,43% e negociado a R$ 5,65 nesta manhã.

No mesmo horário, o Dow Jones liderava as perdas em Wall Street, cedendo 1,13% na abertura da sessão, enquanto o S&P 500 perdia 0,94% e o Nasdaq Composite tinha queda de 0,57%. Na Europa, as perdas eram ainda mais profundas: o DAX, da Alemanha, recuava 2,69%, acompanhado de desvalorização no CAC 40 (-0,99%), no Stoxx 600 (-1,07%) e no FTSE MIB (1,04%). Com recuo menos acentuado, o FTSE 100 perdia 0,14%.

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Ontem, os EUA registraram mais de 60 mil novas infecções por coronavírus, enquanto a Europa bateu a marca de 250 mil mortes por Covid-19 e países da região aumentam restrições sociais, numa tentativa de evitar os lockdowns que contiveram a doença no início do ano à custa da desativação de suas economias inteiras.

Na Espanha, que já teve mais de 1 milhão de casos da doença, o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, alertou que o país está enfrentando uma situação “extrema” ao anunciar um novo estado de emergência no domingo, impondo toques de recolher noturnos localizados e proibindo viagens entre regiões em alguns casos. A França registrou mais de 50 mil casos diários pela primeira vez no fim de semana.

A Itália também impôs novas restrições, ordenando que restaurantes e bares fechem a partir das 18h, interditando cinemas e academias de ginástica e adotando toques de recolher localizados em várias regiões.

“Teremos meses muito, muito difíceis pela frente”, disse a chanceler alemã, Angela Merkel, em uma reunião de líderes da União Democrata-Cristã (CDU).

O cenário global tem ainda como pano de fundo as eleições nos EUA e o aguardado estímulo econômico para o país. Ontem, a presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, afirmou que a Casa Branca está revisando a proposta mais recente de pacote de alívio econômico e que espera uma resposta hoje, acrescentando que está otimista a respeito de um acordo. Os norte-americanos estão sem apoio emergencial do governo desde o final de julho, quando um pacote anterior de trilhões de dólares em ajuda econômica expirou.

Nos indicadores, as expectativas para a inflação em 2020 foram revistas para cima mais uma vez, agora a 2,99% ao ano, de acordo com o Boletim Focus, do Banco Central. Na semana passada, a expectativa era de inflação em 2,65% no ano. Essa é a 11ª elevação consecutiva dos agentes para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Há um mês, a projeção do mercado era de inflação em 2,05% para 2020.

Na quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne para decidir o futuro da taxa Selic. A expectativa do mercado é de manutenção na taxa em 2% ao ano. (Com Reuters)

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