Ibovespa oscila na abertura com pressão inflacionária e incertezas no exterior

O Ibovespa trabalha perto da estabilidade, com leve oscilação nos primeiros negócios do dia, acompanhando as expectativas globais para um pacote de apoio à economia dos EUA. Às 10h32, horário de Brasília, o principal indicador do mercado brasileiro avançava 0,14% aos 102.064 pontos. O dólar recuava 0,04% no mesmo horário, negociado a R$ 5,59 na venda.

Dados divulgados nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam alta em outubro de 0,94% na inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), o maior patamar para o mês desde 1995. A notícia joga pressão sobre os contratos de juros futuros, com o DI para janeiro 2022 avançando a 3,40%.

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No cenário político, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou ontem (22) que o projeto de autonomia formal do Banco Central – meta brasileira há 40 anos – deve ser votado em dez dias e renovou a mensagem de que o país está voltando ao trilho e retomando as reformas. Segundo Guedes, a autonomia será importante para garantia de uma moeda forte.

No exterior, Wall Street abre sessão no azul após debate civilizado entre candidatos à Casa Branca. O Dow Jones subia 0,17%, enquanto o S&P 500 ganhava 0,30% e o Nasdaq Composite valorizava 0,14% no mesmo horário. As negociações para um estímulo fiscal nos EUA seguem nesta sexta-feira. Ontem, o chefe de gabinete da Casa Branca, Mark Meadows, afirmou que as conversa com os parlamentares em torno de um pacote de alívio ao coronavírus, totalizando US$ 1,9 trilhão, entraram em uma nova fase e os presidentes de comitês do Congresso se reunem agora para discutir termos técnicos. Meadows reiterou que o presidente Donald Trump está disposto a “ir além” em um acordo do projeto para impulsionar certos pontos, citando pagamentos diretos às famílias.

A ajuda é vista como crucial para a recuperação da economia norte-americana frente ao avanço do coronavírus às vésperas do inverno no país. Além do impasse, os investidores trabalham com cautela frente à proximidade das eleições presidenciais, marcadas para 3 de novembro. Mais de um terço dos eleitores que participaram do pleito em 2016 já enviaram suas cédulas de votação pelo correio neste ano, indicando o comparecimento às urnas será recorde.

Na Europa, as Bolsas trabalham com ganhos após uma semana de fortes perdas na região, impulsionadas por resultados positivos nos balanços financeiros do terceiro trimestre. O banco Barclays divulgou lucro líquido de 797,7 milhões, acima das expectativas do mercado. O FTSE 100 avançava 1,48% também às 10,31, seguido por alta de 0,92% no Stoxx 600. (Com Reuters)

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