Alimentos e bebidas puxam inflação entre mais pobres em outubro, mostra Ipea

Pilar Olivares/REUTERS
Pilar Olivares/REUTERS

Indicador Ipea revela que inflação nas classes mais baixas foi o dobro da observada entre as mais altas em 12 meses

O preços dos alimentos e bebidas em domicílio seguem pressionando a inflação entre as classes mais baixas. Em outubro, a categoria respondeu por 61% da inflação para o grupo de famílias cuja renda mensal é menor que R$ 1.650,00. As informações foram divulgadas hoje pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Os itens que pressionaram os preços no mês foram arroz (13,4%), batata (17%), tomate (18,7%), óleo de soja (17,4%) e carnes (4,3%). No mês, a inflação para as famílias de menor poder aquisitivo ficou em 0,98%, enquanto para as famílias de renda mais alta (com renda familiar mensal em R$ 16.509,66) a inflação em outubro foi de 0,82%.

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Em nota à imprensa, o Instituto explica que o comportamento dos preços dos alimentos é reflexo da pandemia. Por outro lado, a queda nos preços dos serviços beneficiam as famílias de alta renda.

Em 2020, a inflação acumulada para as famílias de baixa renda é de 3,5% e para as de alta renda é de 1,0%. Já no acumulado em 12 meses, a inflação para as classes mais baixas acelerou para 5,3%, enquanto as classes mais altas foram impactadas pela inflação em 2,5%.

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