Coronavírus e risco fiscal voltam a pesar sobre o Ibovespa

O Ibovespa fechou em queda de 1,05% na sessão desta quarta-feira (18), aos 106.119 pontos. Passado o efeito das notícias de vacinas sobre os ânimos dos investidores, o mercado volta a olhar para problemas já conhecidos, como o risco fiscal e a segunda onda do coronavírus.

Os patamares do Ibovespa – não observados desde o início de março – também colaboram para realização de lucros. De acordo com a análise gráfica de Fernando Góes, da Clear Corretora, “como o movimento (altista) foi bastante forte, é normal que aconteçam algumas realizações”, afirmou. Segundo o grafista, os indicadores técnicos mostram que o índice está em uma forte tendência de alta e que, apesar de eventuais ajustes no horizonte, o importante é não perder o suporte de 102/103 mil pontos ou até mesmo os 100 mil pontos.

Na contramão da pressão negativa sobre a bolsa, as preocupações dos investidores com as contas públicas impulsionam a curva de juros futuros e o dólar. A moeda reverteu o movimento baixista do início do dia e fechou em alta de 0,21% e negociado a R$ 5,34 na venda, em sintonia com a piora do sentimento de risco de investidores no exterior conforme a disparada de casos de Covid-19 nos Estados Unidos e altos números na Europa elevam receios sobre impactos econômicos da pandemia.

Ainda no Brasil, a B3 anunciou hoje que a partir de 2022 haverá pregão de negociação e liquidação regular na bolsa de valores em feriados municipais da cidade de São Paulo. Em 2021, nada muda, segundo calendário divulgado. A mudança tem o objetivo de ajustar as sessões às práticas internacionais.

Em Wall Street, a notícia de que as escolas na cidade de Nova York voltam a fechar a partir de amanhã colaborou para o sentimento negativo dos investidores, com o Dow Jones e o S&P 500 perdendo, cada um, 1,16% na sessão, enquanto o Nasdaq Composite teve as quedas limitadas pelo avanço dos papéis da Tesla, recuando 0,82% hoje.

Mais cedo, as bolsas europeias fecharam em alta ainda sobre efeito da esperança de vacinas e de atividades de fusão na região ajudando a compensar preocupações com a rápida disseminação do vírus. O FTSE 100 avançou 0,31% e o DAX, da Alemanha, teve ganho de 0,52% na sessão.

A Pfizer comunicou hoje que os resultados finais da vacina para Covid-19 mostram eficácia de 95% em imunização, acrescentando ter os dados de segurança exigidos referentes a dois meses. A farmacêutica reiterou que deve pedir nos próximos dias uma licença nos EUA para sua vacina e espera produzir até 50 milhões de doses do imunizante neste ano (o suficiente para proteger 25 milhões de pessoas) e até 1,3 bilhão de doses em 2021. (Com Reuters)

DESTAQUES DO IBOVESPA

Maiores Altas
COGN3: +5,34% a R$ 5,13
YDUQ3: +5,32% a R$ 30,50
AZUL4: +4,41% a R$ 34,30
BEEF3: +3,57% a R$ 10,15
GOLL4: +3,10% a R$ 21,94

Maiores Baixas
IGTA3: -4,31% a R$ 34,66
MULT3: -4,20% a R$ 22,12
CYRE3: -4,18% a R$ 25,91
ABEV3: -4,01% a R$ 14,84
LREN3: -3,54% a R$ 47,12

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