Itaú eleva a 4% projeção para aumento do PIB em 2021

O Itaú Unibanco aumentou de 3,5% para 4,0% a expectativa de crescimento da economia brasileira em 2021, com cenário de retomada do consumo no setor de serviços, enquanto elevou a previsão para o dólar ao fim do ano que vem de R$ 4,50 para R$ 5,00, diante da elevada incerteza fiscal.

“Uma primeira onda mais prolongada, a sazonalidade favorável, com temperaturas mais elevadas no Hemisfério Sul, e avanços em testes para uma vacinação ao longo do primeiro trimestre de 2021 diminuem o risco de uma segunda onda do vírus no curtíssimo prazo”, afirmou o Itaú em nota divulgada nesta hoje (13) e produzida pela equipe de pesquisa macroeconômica do banco, chefiada por Mario Mesquita, ex-diretor do Banco Central.

“Como a ocupação hospitalar segue controlada, entendemos que ainda é possível continuar a reabertura gradual da economia com relativa segurança”, completou.

Para 2020, o Itaú melhorou a projeção de queda do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,5% para 4,1% e aumentou também a perspectiva para o desempenho do PIB no terceiro trimestre, para alta de 9,0% ante o segundo trimestre (com ajuste sazonal), ante previsão anterior de expansão de 8,3%. Nos últimos três meses de 2020, a economia avançará 2,5% na mesma base de comparação, conforme as estimativas do banco.

A melhora nos prognósticos do Itaú para a economia veio no dia em que o BC informou aumento do IBC-Br acima do esperado para setembro. Outros bancos também revisaram estimativas.

“O risco fiscal…permanece elevado e deve seguir assim especialmente até a aprovação do Orçamento de 2021”, disse o Itaú, projetando déficits primários de 11,7% do PIB em 2020 e de 2,5% do PIB em 2021.

Faltando apenas mais duas leituras neste ano, o banco privado projeta alta de 3,5% na inflação medida pelo IPCA em 2020, com revisão da projeção para 2021 de 2,8% para 3,1%, incorporando menor apreciação cambial no próximo ano.

Sobre a taxa de juros, o Itaú vê a Selic permanecendo em 2,0% até perto do fim de 2021, quando seria elevada para 3,0%. “Há risco, no entanto, na ausência de uma solução satisfatória para o dilema fiscal do Brasil, de alta antecipada”, concluiu o banco. (Com Reuters)

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