Na contramão do exterior, Ibovespa abre o dia em alta

Preocupações com as contas públicas ajudam a impulsionar o dólar no dia, que vai a R$ 5,37

Ana Paula Pereira
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O Ibovespa abre a sessão de hoje (19) em alta de 0,33% aos 106.469 pontos nos primeiros negócios do dia, descolando do sentimento negativo do exterior que reflete o anúncio de novas restrições em importantes economias para conter o avanço da segunda onda do coronavírus no hemisfério norte.

No plano doméstico, no entanto, o mercado encontra suporte em notícias como as 120 mil doses da Coronavac que acabam de chegar ao Brasil. A vacina, todavia, ainda está em fase final de testes e precisa de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A bolsa brasileira é impulsionada ainda pelo movimento de rotação de carteiras global e retorno gradual do investidor estrangeiro.

“O clima de cautela prevalece nos mercados nesta manhã”, disse o Bradesco em nota. “O avanço dos casos de Covid-19 na Europa e nos EUA pesou sobre os negócios, (…) apesar do recente otimismo com vacinas.”

As preocupações com as contas públicas seguem no radar dos investidores e ajudam a impulsionar o dólar no dia, que vai a R$ 5,37 na venda com valorização de 0,59% às 10h19, horário de Brasília.

A agência de classificação de risco Fitch Ratings reafirmou ontem a nota de crédito soberano “BB-” para o Brasil. No entanto, a Fitch tem perspectiva negativa para o país, destacando riscos fiscais, o que voltava a levar a atenção dos investidores à situação das contas públicas brasileiras. “O cenário da Fitch desenhado para o Brasil (tem) alertas mais do que conhecidos e repetidos à exaustão por analistas brasileiros sobre os riscos da questão fiscal, da busca incessante por uma fonte de financiamento de programas de renda mínima”, escreveu Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.

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Os índices em Wall Street abrem o dia em campo negativo, com os investidores acompanhando o anúncio de novas medidas de isolamento social para combate ao coronavírus nos Estados Unidos. O fechamento das escolas na cidade de Nova York, o maior distrito educacional do país, pesa sobre o humor dos investidores.

Os EUA já somam mais de 250 mil mortes por covid-19 em menos de nove meses. De acordo com análise da CNN, o total de mortes já é maior que a média de óbitos por AVCs, acidentes de carro e suicídios em um mesmo período de tempo no país. Ontem, os EUA atingiram a marca de 170 mil contaminações em um único dia.

Os novos pedidos de seguro desemprego também dispararam nos EUA na última semana, somando 742 mil novas solicitações, segundo informações divulgadas pelos órgãos oficiais nesta manhã. Às 11h48, horário de Brasília, o Dow Jones recuava 0,18%, o S&P 500 tinha queda de 0,15% e o Nasdaq operava próximo da estabilidade, avançando 0,04% na sessão. (Com Reuters)

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