Otimismo por vacina impulsiona Ibovespa e derruba cotação do dólar

O Ibovespa abre o dia em território positivo, avançando 0,69% aos 106.776 pontos nos primeiros negócios do dia, acompanhando o otimismo no exterior com mais notícias sobre a corrida por uma vacina contra o coronavírus. Hoje, a AstraZeneca anunciou que sua vacina produzida em parceria com a Oxford tem eficácia média de 70% em imunização.

A notícia favorece os ativos de risco, principalmente em mercados emergentes, e pressiona a cotação do dólar nesta manhã, que recua 0,37% e é negociado a R$ 5,36 na venda. Na semana passada, as empresas norte-americanas Pfizer e Moderna já haviam anunciado resultados promissores nos ensaios de suas vacinas, o que ajudou o índice do dólar a registrar perda semanal de 0,4%.

“As expectativas em relação às vacinas para a Covid-19 dão fôlego aos mercados, que reagem ao conjunto de notícias positivas relacionados a esse tema desde sexta-feira”, disseram em nota analistas do Bradesco.

Enquanto isso, os investidores seguem atentos ao risco fiscal. Em meio a dúvidas constantes sobre a saúde das contas públicas brasileiras, os investidores buscam qualquer sinal sobre como o governo administrará seus gastos no ano que vem diante de um Orçamento apertado e necessidade de financiamento de um programa de assistência social. As incertezas sobre a situação fiscal brasileira, combinadas a um ambiente de juros extremamente baixos, têm sido apontadas como forte fator de impulso para o dólar no mercado de câmbio doméstico, com a moeda norte-americana acumulando salto acima de 30% até agora em 2020.

Hoje, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que depois das eleições municipais a agenda de reformas deve ganhar tração, destacando ter certeza quanto à aprovação pela Câmara dos Deputados da autonomia formal do Banco Central, projeto que já foi chancelado no Senado.O ministro afirmou ainda que, se houver nova onda de covid-19, o governo agirá com a mesma capacidade de decisão empenhada neste ano, mas já sabendo os programas que funcionam melhor e os que não emplacaram na crise.

Nos indicadores domésticos, o mercado aumentou pela 15ª semana seguida as expectativas para a inflação, agora em 3,45% em 2020, segundo o boletim Focus. Os economistas consultados também revisaram suas projeções para a Selic em 2021, passando a ver agora a taxa a 3% em 2021.

No exterior, além da notícia da AstraZeneca, a expectativa de que uma vacina da Pfizer possa ser liberada para o público nas próximas semanas também favorece o tom altista do mercado, impulsionando os futuros em Wall Street e as bolsas europeias nesta manhã. Às 10h20, horário de Brasília, o Dow Jones liderava os ganhos entre os índices futuros, subindo 0,67%.

O índice de blue-chips da China fechou esta segunda-feira no nível mais alto em mais de cinco anos, liderado por ganhos em matérias-primas e energia, conforme as notícias de vacinas ampliavam o apetite por risco. O CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 1,25%, chegando ao maior nível de fechamento desde 17 de junho de 2015, enquanto o Shanghai Composite teve ganho de 1,09%. (Com Reuters)

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