Parcela de pobres no Brasil diminuiu em 2019 para 24,7% da população, diz IBGE

Em números absolutos, os extremamente pobres totalizavam 13,6 milhões em 2019, cerca de 100 mil a mais que no ano anterior

Redação
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Em números absolutos, os extremamente pobres totalizavam 13,6 milhões em 2019, cerca de 100 mil a mais que no ano anterior

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A parcela da população brasileira que vivia em situação de pobreza caiu em 2019 em relação ao ano anterior a reboque de uma maior criação de empregos informais, de acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado nesta quinta (12).

Segundo a Síntese de Indicadores Sociais, o ano passado também registrou queda no índice de Gini, que mede a desigualdade social. O indicador recuou para 0,543 em 2019 ante 0,545 em 2018, mas ainda assim ficou bem acima do menor patamar da série, observado em 2015, de 0,524.

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O Gini é um parâmetro internacional que mede a concentração de renda e o nível de desigualdade de um país. Quanto menor o índice, menos desigual é o país.

Uma reação no mercado de trabalho em 2019, motivada principalmente pelo emprego informal, pode justificar tanto a ligeira queda no Gini quanto no índice de pobreza, segundo pesquisadores do IBGE.

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“O fato de termos mais ocupações em 2019 significa que antes quem não tinha renda acaba tendo uma melhora na renda. No entanto, majoritariamente a ocupação cresceu nos sem carteira e nos trabalhadores por conta própria, que são categorias de renda inferior“, disse o pesquisador João Hallak.

O mercado de trabalho brasileiro, no entanto, tem sofrido em 2020 devido aos impactos da pandemia de coronavírus, o que provavelmente afetará os números de pobreza no ano que vem.

De acordo com o IBGE, o Gini caiu no ano passado em todas as regiões do país, com exceção da Nordeste, onde há uma grande concentração de pobres e extremamente pobres. Na região o índice cresceu, entre 2018 e 2019, de 0,545 para 0,559.

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“O mercado de trabalho traz impacto para os indicadores de renda e pobreza e a renda do trabalho é relevante, e no Nordeste houve uma dificuldade maior na geração de vagas e pode impactar o desempenho do Gini”, acrescentou Hallak.

Também a reboque de uma melhora relativa no mercado de trabalho, a pobreza no Brasil caiu entre 2018 e 2019, segundo o IBGE, passando de 25,3% para 24,7% da população. A pobreza é medida pela linha de US$ 5,5 PPC (Padrão de Paridade de Compra, métrica usada pelo Banco Mundial).

No caso da extrema pobreza (linha de US$ 1,9 PPC), houve uma estabilidade no ano passado, com 6,5% de toda a população brasileira nessa situação, mesmo percentual registrado em 2018 e em linha com 2017, quando era de 6,4%. Essa parcela da população vinha subindo de 2014 a 2017, quando se estabilizou.

Segundo o IBGE, quase metade da população do Nordeste vive em situação de extrema pobreza, assim como 39,8% das mulheres pretas ou pardas.

Em números absolutos, os extremamente pobres totalizavam 13,6 milhões em 2019, cerca de 100 mil a mais que no ano anterior. Em 2014, quando o Brasil vivia taxas menores de desemprego, quase 5 milhões de pessoas a menos estavam em situação de extrema pobreza. (Com Reuters)

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