Próximo da estabilidade, Ibovespa caminha para melhor novembro desde 1999

O Ibovespa abre o último pregão de novembro próximo da estabilidade, com leve correção técnica nos primeiros negócios após subir quase 18% no mês. Às 10h23, horário de Brasília, o índice recuava 0,05% aos 110.524 pontos. Os ganhos em novembro – o melhor desempenho no mês até agora desde 1999 – foram impulsionados por notícias positivas de vacinas contra a covid-19 e pela eleição de Joe Biden nos Estados Unidos, aumentando o apetite por riscos dos investidores, em especial em mercados emergentes.

O dólar era negociado em queda logo após a abertura desta segunda-feira, acompanhando a fraqueza da moeda norte-americana no exterior e reagindo ao aumento do volume ofertado pelo Banco Central em leilão de swap cambial. A divisa recuava 0,17% e era negociada a R$ 5,32 na venda.

As incertezas em torno da saúde fiscal do Brasil também têm sido apontadas como fatores de impulso para a moeda norte-americana. Com o fim das eleições municipais, “o foco é retomado pelo emaranhado de dúvidas e incertezas presentes no cenário brasileiro, envolvendo política monetária, câmbio, juro e fiscal, e mantendo no centro das preocupações os programas sociais do governo”, escreveu Sidnei Nehme, economista e diretor-executivo da NGO Corretora.

Nos indicadores domésticos, o Boletim Focus do Banco Central revisou para cima mais uma vez as expectativas para a inflação medida pelo IPCA, para 3,54% em 2020. As projeções do mercado para a inflação estão há quatro meses em movimento de alta.

Os índices em Nova York abrem o dia em queda, em movimento de realização de lucros dos investidores após altas expressivas registradas ao longo do mês. Às 11h46, horário de Brasília, o Dow Jones recuava 0,78% o S&P 500 tinha queda de 0,40% e o Nasdaq perdia 0,15%. No acumulado de novembro, no entanto, o saldo em Wall Street é extremamente positivo, com o Dow Jones caminhando para o melhor desempenho mensal em 33 anos. Setores como energia e bancos foram os mais beneficiados no mês.

Os investidores seguem olhando para o longo prazo, com expectativa de vacinas e de novos estímulos à economia pela administração Joe Biden. Em curto prazo, no entanto, o mercado deve seguir acompanhando os desafios trazidos pela segunda onda do coronavírus. Nos EUA, já são mais de 13 milhões de casos, 266 mil mortes e, atualmente, 93 mil internações por covid-19, recorde atingido ontem.

Na visão do estrategista Dan H. Kawa, CIO da TAG Investimentos, movimentos de acomodação em ativos de risco, como os registrados no exterior nesta sessão, são plenamente normais e esperados mesmo em momentos de otimismo do mercado, segundo comentários a clientes. “Seguimos vivendo uma dicotomia entre um curto prazo de notícias ainda desafiadoras em relação à pandemia, porém com perspectivas mais esperançosas em torno da vacina”, afirmou.

Os índices acionários da China fecharam em queda nesta segunda-feira, mas registraram ganhos em novembro sustentados por papéis no setor industrial. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen ganhou 5,6% em novembro, o maior avanço mensal desde julho. (Reuters)

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