Resultado da vacina da Pfizer aumenta fortuna de bilionários da BioNTech

Papéis da farmacêutica saltaram 14% influenciando ganhos do fundador Uğur Şahin e dos investidores Thomas e Andreas Struengmann.

Giacomo Tognini
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Uğur Şahin fundou a BioNTech na cidade de Mainz, no oeste da Alemanha, em 2008

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O mercado subiu depois que a gigante farmacêutica Pfizer anunciou resultados positivos da fase três dos testes de sua vacina contra a Covid-19 –desenvolvida em parceria com a empresa de biotecnologia alemã BioNTech–, indicando que ela poderia ser 90% eficaz contra o coronavírus. A notícia gerou um salto de 14% nos papéis da BioNTech, o que influenciou diretamente na fortuna de seu fundador e bilionário, Uğur Şahin, e na dos maiores investidores da empresa, os irmãos também bilionários Thomas e Andreas Struengmann.

A valorização do preço das ações impulsionou o patrimônio líquido de Şahin em mais de US$ 500 milhões, para cerca de US$ 4,4 bilhões, enquanto os irmãos Struengmann juntos adicionaram quase US$ 1,5 bilhão a suas fortunas, com o patrimônio de cada um agora estipulado em cerca de US$ 10,4 bilhões. Şahin, 54 anos, ingressou no clube dos dez dígitos no início deste ano, quando em um movimento similar ao de ontem as ações da BioNTech aumentaram devido às notícias positivas de sua parceria com a Pfizer.

VEJA TAMBÉM: Pfizer e BioNTech dizem que sua vacina contra Covid-19 é 90% eficaz

Şahin fundou a BioNTech na cidade de Mainz, no oeste da Alemanha, em 2008 com o apoio dos irmãos Struengmann, que já haviam investido em uma empresa anterior fundada por Şahin e sua esposa, a imunologista Özlem Türeci, em 2001. Essa empresa, a Ganymed Pharmaceuticals, foi vendida para a Astellas Pharmaceuticals em 2016 por US$ 460 milhões (com bônus de US$ 940 milhões se certas metas fossem atingidas). O movimento representou mais uma saída de sucesso para os investidores bilionários gêmeos da área de saúde, que primeiro fizeram fortuna com a Hexal, a fabricante de medicamentos genéricos que fundaram em 1986 e que foi vendida para a Novartis por cerca de US$ 7 bilhões em 2005.

Ao contrário das vacinas anteriores, que dependiam de formas enfraquecidas de um vírus para estimular a imunidade, a vacina Pfizer-BioNTech usa o RNA mensageiro –as moléculas das células que controlam a produção de proteínas– para direcionar o sistema imunológico para a produção de anticorpos que combatem o coronavírus. É uma nova tecnologia, também pioneira pelas mãos da Moderna, empresa de biotecnologia sediada em Cambridge, que viu suas ações subirem 9% a partir da tarde de ontem.

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O preço das ações da Moderna está em alta desde janeiro, graças à sua própria candidata à vacina contra a Covid-19, que está atualmente na fase três dos testes. Essa valorização já rendeu dois novos bilionários para a lista da Forbes: o CEO Stéphane Bancel, com um patrimônio líquido de US$ 2,4 bilhões, e o professor de Harvard Timothy Springer, com um patrimônio líquido de US$ 1,3 bilhão. Em breve, poderá surgir outro: o professor do MIT Bob Langer, um dos primeiros investidores na Moderna, cuja fortuna atual é de US$ 930 milhões.

O anúncio da Pfizer gerou um otimismo entre os investidores sobre a possibilidade de um mundo pós-Covid ao alcance das mãos, com o mercado de ações derrubando os papéis de empresas como a Zoom e a Amazon, que se beneficiaram com os consumidores confinados em suas casas. A fortuna do CEO e fundador da Zoom Eric Yuan despencou ontem, quando as ações da Zoom caíram 14%, reduzindo seu patrimônio líquido em US$ 3 bilhões para US$ 18,9 bilhões. Jeff Bezos, a pessoa mais rica do planeta com um patrimônio líquido de US$ 188,8 bilhões, também viu sua fortuna cair US$ 4,6 bilhões, com a queda das ações da Amazon em 2,5%.

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