7 escândalos que envolveram bilionários em 2020

Reprodução/Forbes
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Lista de maiores escândalos vai de sonegação fiscal até briga com vizinhos e inclui Donald Trump

Com a aproximação do fim de um ano como nenhum outro, a Forbes analisou os maiores escândalos nos quais os bilionários se envolveram.

A lista vai de sonegação fiscal até brigas com vizinhos, e não deixou de fora nem o presidente Donald Trump.

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Veja, na galeria de fotos a seguir, 7 dos principais escândalos envolvendo bilionários em 2020:

  • A Câmara aprovou artigo de impeachment, equivalente a uma acusação em um julgamento criminal, que acusa Trump de “incitação de insurreição”.

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  • A sonegação de impostos de Robert F. Smith

    Smith, CEO de uma empresa de private equity e o homem negro mais risco da América, responsável por arcar com os custos dos financiamentos estudantis para toda a turma do Morehouse College em 2019, perdeu o respeito de muita gente quando confessou, em outubro, “um esquema ilegal para esconder rendimentos e evitar impostos”. Na época, ele pagou uma multa pesada para encerrar a questão. No mesmo mês, policiais federais revelaram que Smith admitiu ter colocado US$ 200 milhões em contas estrangeiras e sonegado impostos durante 15 anos, entre 2000 e 2015. Smith fechou um acordo extrajudicial com o Ministério da Justiça e concordou em pagar US$ 139 milhões em multa – a maior de todos os tempos. Ele também concordou em ajudar a receita federal norte-americana a chegar ao milionário do Texas, Robert Brockman, um ex-cliente de Smith na Goldman Sachs e supostamente o primeiro investidor na empresa de private equity Vista Equity. Brockman foi acusado, em outubro, de esconder US$ 2 bilhões das autoridades fiscais em contas offshore no que pode ser o maior esquema de sonegação de impostos da história. Quando perguntado sobre essa questão na conferência online DealBook do “New York Times” no meio de novembro, Smith se referiu à situação como um erro. “Se você comete erros, é preciso, de alguma forma, esclarecê-los, resolvê-los e ir além deles.” No final de novembro, Brian Sheth, cofundador e amigo pessoal de Smith, disse à Forbes que estava deixando a Vista Equity, colocando fim a uma parceria formada em 2000.

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  • Os rendimentos inventados do Luckin Coffee

    Com o objetivo de se tornar maior que a Starbucks na China, o Luckin Coffe listou suas ações na Nasdaq em maio de 2019 e impressionou os investidores com o bom desempenho. A rede chinesa de café tentou conquistar uma participação de mercado ao oferecer descontos e promoções como “compre um e leve dois”. As ações dispararam em março e o CEO, Jenny Zhiya Qian, tornou-se bilionário por um breve período de tempo ao lado do presidente e fundador, Charles Zhengyao Lu. Até que a companhia norte-americana especializada em due diligences e investigações privadas Muddy Waters Research alegou ter encontrado fraudes na Luckin e as ações começaram a cair. Em abril, a empresa anunciou que uma investigação interna descobriu que o diretor de operações da Luckin, Jian Liu, junto com vários subordinados, havia falsificado US$ 310 milhões em transações. No final de abril, o presidente da Luckin estava US$ 1 bilhão mais pobre. À medida que as ações caíam ainda mais, seu patrimônio líquido diminuiu para cerca de US$ 800 milhões. A fortuna de Qian caiu para menos de US$ 1 bilhão em meados de março. Em 16 de dezembro, a Luckin Coffee concordou em pagar US$ 180 milhões à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) para encerrar a investigação sobre rendimentos falsos. A empresa não confirmou ou negou as alegações feitas pela SEC, e ninguém foi acusado.

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  • Os laços financeiros de Leon Black e Jeffrey Epstein

    Em outubro, uma reportagem do “New York Times” revelou que Leon Black, o bilionário fundador da empresa de private equity e investimentos Apollo Management, pagou ao financista Jeffrey Epstein cerca de US$ 50 milhões por consultoria financeira pessoal entre 2012 e 2017. O período de tempo significa que Black contratou os serviços de Epstein muito depois de ele ter sido condenado em 2008 por prostituição de menores na Flórida. A acusação resultou em um acordo que permitiu a Epstein cumprir o que muitos chamaram de uma pena leve de prisão em uma instituição carcerária municipal. Black expressou arrependimento por sua associação com Epstein desde sua prisão, em 2019, disse que Epstein nunca tratou de negócios com a Apollo e afirmou que “desconhecia” a suposta rede de tráfico sexual de meninas menores de idade. (Epstein se suicidou em uma prisão de Manhattan em agosto de 2019 enquanto aguardava julgamento.)

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  • O engavetamento do IPO do Ant Group, de Jack Ma

    Os reguladores financeiros da China interromperam, em novembro, a oferta pública de ações de US$ 35 bilhões do Ant Group nas bolsas de valores de Hong Kong e Xangai – poucos dias antes de a empresa abrir o capital no que seria a maior operação do tipo no mundo. Jack Ma, cofundador e presidente da gigante chinesa de comércio eletrônico Alibaba, é o maior acionista individual do Ant Group, um braço do Alibaba que permite pagamentos online e faz empréstimos a consumidores. A bolsa de valores de Xangai mencionou “mudanças significativas” no ambiente regulatório como o motivo da suspensão do IPO, mas deu poucos detalhes, segundo a “Bloomberg”. Cerca de uma semana antes do anúncio, durante uma conferência em Xangai, Ma culpou os regulamentos financeiros chineses de sufocarem a inovação. O “Wall Street Journal” noticiou que o presidente chinês Xi Jingping matou pessoalmente o IPO em retaliação às críticas de Ma. No final de dezembro, as autoridades chinesas anunciaram uma investigação antitruste no Alibaba e recomendaram que o Ant Group auto-implemente as regulamentações financeiras, frente à intenção em Pequim de limitar o crescimento e o poder das empresas de tecnologia.

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  • O Wirecard e o sumiço de US$ 2 bilhões de Markus Braun

    O CEO da empresa alemã de pagamentos Wirecard era provavelmente um bilionário em fevereiro. Mas isso mudou em 18 de março, quando a Forbes finalizou a sua lista anual dos bilionários do mundo. E não espere que Braun se junte às listas de bilionários tão cedo. Em junho, foi divulgada a notícia de que US$ 2 bilhões haviam “desaparecido” de seu balanço. Braun renunciou ao cargo de CEO quando o escândalo contábil atingiu as ações da empresa. No final de junho, ele foi preso e acusado de supostamente inflar as vendas e o balanço patrimonial da Wirecard com transações falsas para melhorar sua imagem diante dos investidores. Braun nega qualquer delito e está detido em uma prisão da Baviera enquanto os promotores de Munique concluem a investigação. A empresa acabou admitindo que os US$ 2 bilhões era um dinheiro que nunca existiu. As ações da Wirecard sofreram uma queda de quase 90% na semana após o desaparecimento dos fundos. Sua participação de 7% na Wirecard, se ainda existisse, valeria apenas US$ 4 milhões no final de dezembro.

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  • O barulho de Bill Gross e a música tema de “Gilligan’s Island”

    Essa é a história mais estranha dessa lista. O investidor bilionário de títulos Bill Gross chama a comunidade californiana de Laguna Beach de lar, e um relacionamento tumultuado entre ele e o empresário de tecnologia Mark Towfiq chegou ao Tribunal Superior do Condado de Orange este ano, arrastando manchetes no caminho. Towfiq alegou que Gross e sua “companheira de vida”, a jogadora de tênis Amy Schwartz, importunavam a vizinhança por tocarem diversas vezes a música tema do sitcom “Gilligan’s Island” em um volume ensurdecedor e de madrugada. Gross, por sua vez, afirma que era Towfiq quem incomodava ele e Amy ao filmá-los com seu iPhone – argumento rebatido por Towfiq, que alega que essa era a maneira de obter provas da música alta. A briga parece ter começado com a instalação de uma escultura de vidro azul de Chihuly Gross perto da propriedade compartilhada dos dois homens e coberta com uma rede de proteção, que Towfiq alegou não ser atraente e bloquear sua visão do oceano. Um juiz decidiu, em 23 de dezembro, que Gross e Amy haviam importunado Towfiq e emitiu uma ordem de assédio civil que proíbe o casal de tocar música. Em uma declaração à Forbes, Gross disse que ele e Amy estavam “decepcionados com o resultado, mas que respeitarão os termos da decisão do tribunal”. Eles prometeram que não tocariam música alta, mas dizem que “continuarão a dançar a noite toda”.

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A Câmara aprovou artigo de impeachment, equivalente a uma acusação em um julgamento criminal, que acusa Trump de “incitação de insurreição”.

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