Conheça os bilionários que aderiram ao Giving Pledge em 2020

O compromisso criado por Bill e Melinda Gates e Warren Buffett fechará o ano com 216 novas assinaturas.

Lisette Voytko
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Stephen Schwarzman, cofundador e CEO da Blackstone, já doou mais de US$ 600 milhões de sua fortuna bilionária

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Sete bilionários aderiram ao Giving Pledge de Bill Gates e Warren Buffett este ano, prometendo doar grande parte de suas fortunas antes ou depois de morrerem, de acordo com o anúncio feito na segunda-feira (21). Segundo estimativas da Forbes, as assinaturas deste ano somam mais de US$ 40 bilhões. Entre os signatários está o CEO da Blackstone, Stephen Schwarzman, com um patrimônio estimado em US$ 21 bilhões.

O Giving Pledge foi criado há uma década por Buffett e Bill e Melinda Gates com, inicialmente, 40 assinaturas de pessoas como Michael Bloomberg e Eli Broad, que logo no início já começaram a realizar doações para causas de caridade. Em 2020, 16 pessoas e casais se juntaram ao compromisso, somando 216 integrantes. Eles têm entre 35 e 97 anos e são de 24 países diferentes. 52 dos signatários não são norte-americanos – os únicos representantes brasileiros são Elie e Suzy Horn. O compromisso tem natureza não vinculativa, o que significa que a organização não pode obrigar que as pessoas doem suas fortunas. Os fundadores descrevem a causa como um “comprometimento moral”.

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“O Giving Pledge tem uma proposta simples para as riquezas globais: junte-se a nós e doe seus recursos para ajudar a enfrentar os problemas sociais mais urgentes”, disse Buffett em uma declaração. Em um ano atípico como este, com a pandemia do coronavírus assolando o mundo e muitos países enfrentando desigualdade e racismo sistêmico, a organização espera que “os esforços como o Giving Pledge possam inspirar aqueles que têm mais do que precisam”.

Veja, na galeria abaixo, quem são os novos bilionários a assinarem o compromisso:

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  • Reprodução/Forbes

    Stephen Schwarzman

    Fonte de fortuna: CEO e cofundador da Blackstone

    País: Estados Unidos

    Patrimônio: US$ 21 bilhões

    Schwarzman já doou mais de US$ 600 milhões para organizações filantrópicas, culturais e artísticas e se comprometeu a doar mais. Os recursos ajudaram a desenvolver uma escola para estudos de ética em inteligência artificial na Universidade de Oxford e uma nova faculdade focada em IA no MIT. Ele cofundou a Blackstone em 1985 e ajudou a fazer do negócio uma consultoria para as maiores fusões e aquisições do mundo, com recursos avaliados em US$ 538 bilhões. Ele começou sua vida profissional na Lehman Brothers, mas fundou seu primeiro negócio – uma empresa de cortadores de grama – aos 14 anos.

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    José Neves

    Fonte de fortuna: Fundador e CEO da Farfetch

    País: Portugal

    Patrimônio: US$ 2,8 bilhões

    Neves, o homem por trás da plataforma online de moda de luxo Farfetch, nasceu em Portugal, mas mora em Londres, onde fundou a empresa em 2008. As ações da companhia, que vende roupas, sapatos e acessórios de marcas como Balenciaga e Prada, mais do que dobraram desde que ela foi a público na Bolsa de Valores de Nova York, em setembro de 2018. Neves lançou sua própria fundação de caridade este ano, que, entre outras iniciativas, visa expandir o acesso igualitário à educação em Portugal.

  • Phillip Chin/Getty Images

    Jim Pattison

    Fonte de fortuna: Fundador do Jim Pattison Group

    País: Canadá

    Patrimônio: US$ 6 bilhões

    O bilionário canadense de 92 anos fundou o Jim Pattison Group em 1961 com a compra de uma única concessionária da General Motors, que foi financiada por um empréstimo bancário que tinha como garantia uma hipoteca e uma apólice de seguro de vida. Desde então, a empresa expandiu para 25 setores, incluindo alimentos e embalagens. As holdings de entretenimento incluem a franquia Guinness World Records e a rede Ripley’s Believe It Or Not!. Apesar da idade, Pattison trabalha todos os dias da semana, inclusive durante os fins de semana, e não pretende se aposentar. Em 2017, ele doou US$ 75 milhões para a reconstrução de um hospital no Canadá, no que foi considerada a maior doação de um só cidadão para uma única instalação de saúde na história do país.

  • Reprodução/Forbes

    Jeff Rothschild

    Fonte de fortuna: Funcionário do Facebook

    País: Estados Unidos

    Patrimônio: US$ 3,8 bilhões

    Rothschild juntou-se ao Facebook em 2005 como vice-presidente de infraestrutura de engenharia. Na época, ele tinha 50 anos e era o mais velho da equipe. Depois, Rothschild passou a atuar como conselheiro, até que deixou a empresa em 2015. Antes da rede social, ele cofundou a Veritas, empresa de softwares de armazenamento que em 2014 foi vendida para a Symantec por US$ 13,5 bilhões em ações. Em 2016, Rothschild doou US$ 20 milhões para a Vanderbilt University, universidade onde se formou e ocupa um lugar como membro do conselho de administradores.

  • Reprodução/Forbes

    Rich Barton

    Fonte de fortuna: CEO da Zillow

    País: Estados Unidos

    Patrimônio: US$ 2,1 bilhões

    Barton se tornou bilionário em fevereiro, depois que as ações do site de imóveis Zillow decolaram. Ele cofundou o site em 2006 e tornou-se CEO novamente em 2019, após passar oito anos como diretor executivo da Glassdoor, outra empresa cofundada por ele para avaliações comparativas de empresas. Barton também foi o cofundador do Expedia, plataforma de reservas online de viagens, enquanto trabalhava na Microsoft. Ele tem uma fundação familiar que fez doações para organizações sem fins lucrativos na região de Seattle.

  • Reprodução/Forbes

    Bill Gross

    Fonte de fortuna: Cofundador da PIMCO

    País: Estados Unidos

    Patrimônio: US$ 1,5 bilhão

    O “bond king” ajudou a lançar a empresa de gestão de investimentos PIMCO em 1971 e a torná-la a maior empresa de renda fixa de investimentos do mundo. Gross pediu aos diretores da PIMCO que doassem 1% de suas rendas anuais para a fundação de caridade da empresa. Ele deixou a companhia em 2014 (sob circunstâncias desagradáveis) e gerenciou um fundo para Janus Henderson até sua aposentadoria, em março de 2019. A fundação da família de Gross tem mais de US$ 400 milhões em recursos e doa US$ 20 milhões todos os anos para ações humanitárias e direcionadas à saúde e à educação.

  • Reprodução/Forbes

    Chad Richison

    Fonte de fortuna: Fundador e CEO da Paycom

    País: Estados Unidos

    Patrimônio: US$ 3,4 bilhões

    Richison trabalhou na ADP antes de fundar a Paycom em 1998, uma das primeiras empresas a processarem pagamentos online, antes de torná-la pública em 2014. Até o momento, ele doou US$ 57 milhões para bancos alimentícios e escolas autônomas no estado de Oklahoma. “Eu quero fazer uma diferença sustentável”, disse Richison à Forbes. “Em um mundo perfeito, eu identificaria todas as oportunidades e doaria tudo antes de morrer para que eu pudesse ver todo o bem proporcionado pelas doações.”

Reprodução/Forbes

Stephen Schwarzman

Fonte de fortuna: CEO e cofundador da Blackstone

País: Estados Unidos

Patrimônio: US$ 21 bilhões

Schwarzman já doou mais de US$ 600 milhões para organizações filantrópicas, culturais e artísticas e se comprometeu a doar mais. Os recursos ajudaram a desenvolver uma escola para estudos de ética em inteligência artificial na Universidade de Oxford e uma nova faculdade focada em IA no MIT. Ele cofundou a Blackstone em 1985 e ajudou a fazer do negócio uma consultoria para as maiores fusões e aquisições do mundo, com recursos avaliados em US$ 538 bilhões. Ele começou sua vida profissional na Lehman Brothers, mas fundou seu primeiro negócio – uma empresa de cortadores de grama – aos 14 anos.

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