Credit Suisse espera crescimento anual de 10% em gestão de fortunas

krisanapong detraphiphat / GettyImages
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CEO está reformulando a unidade de banco de investimento e tem como objetivo uma renovação digital

O Credit Suisse tem como meta um crescimento anual do lucro de 10% em seu negócio de gestão de fortunas nos próximos três anos, enquanto tenta atingir suas metas de lucro após ser prejudicado por perdas com empréstimos e provisões legais neste ano.

O presidente-executivo Thomas Gottstein, que assumiu como CEO em fevereiro enquanto o coronavírus estava avançando na China, está reformulando a unidade de banco de investimento do Credit Suisse e tem como objetivo o fechamento de agências e uma renovação digital de seu negócio doméstico para cortar custos.

Em evento para investidores do banco hoje (15), Gottstein disse que espera aumentar o lucro antes dos impostos relacionados à gestão de fortunas para entre 5 a 5,5 bilhões de francos suíços (US$ 5,64 a US$ 6,20 bilhões) até 2023, de 4 bilhões de francos nos primeiros nove meses de 2020, à medida que transfere mais de seu capital disponível para o negócio principal e reformula seu banco de investimento para atender melhor clientes privados ricos.

“Continuamos a acreditar que a gestão de fortunas é um dos segmentos mais atraentes em serviços financeiros, especialmente na Ásia-Pacífico, e também esperamos expandir ainda mais a conectividade entre nosso banco de investimento e as divisões relacionadas à gestão de fortunas”, disse ele em comunicado.

O banco informou hoje que os negócios no quarto trimestre continuaram a tendência dos três meses anteriores, com receitas de banco de investimento abaixo do mesmo período do ano passado. Em sua divisão de gestão de fortunas, transações mais fortes, especialmente na Ásia, compensaram os ventos contrários da valorização do franco suíço e das taxas de juros negativas.

O banco sinalizou anteriormente duas perdas totalizando quase US$ 900 milhões- um prejuízo em uma participação acionária de um fundo de hedge, e uma provisão legal – que afetará seus resultados no quarto trimestre. (Com Reuters)

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