Dinastia dos bilhões: as famílias mais ricas dos Estados Unidos

Rick T. Wilking/ Getty Images
Rick T. Wilking/ Getty Images

Juntas, gerações dos mais ricos dos EUA acumulam fortuna de US$ 1,2 trilhão

A classificação da Forbes das 50 famílias mais ricas dos Estados Unidos inclui os herdeiros de algumas das marcas mais conhecidas do país: Campbell’s Soup, Jack Daniel’s, Walmart e Chick-fil-A.

Os últimos cinco anos têm sido bons para os negócios que se estabeleceram ao longo de gerações. Graças aos mercados em alta, as famílias mais ricas do ranking da Forbes acumulam patrimônio total de US$ 1,2 trilhão –cerca de 30% acima dos US$ 916 bilhões em 2015. O grupo com menor patrimônio da lista tem fortuna de US$ 7,3 bilhões, contra o valor mais baixo de US$ 6 bilhões registrados cinco anos atrás, a última vez que a Forbes fez o levantamento.

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Os Walton continuam sendo os mais ricos. Os descendentes dos fundadores do Walmart Sam Walton e Bud Walton possuem cerca de metade das ações da gigante do varejo, o que gera mais de US$ 700 milhões em receitas de dividendos para a família todos os anos. Eles são seguidos pelos Kochs, que possuem 84% da Koch Industries, que gera US$ 115 bilhões em receitas de negócios que incluem dutos, produtos químicos, louças descartáveis Dixie e carpete Stainmaster. Uma das poucas famílias cuja fortuna caiu desde 2015: os Sacklers, proprietários da produtora de opioides Purdue Pharma –que foi processada por procuradores-gerais em quase todos os estados dos EUA pelo suposto papel da empresa na crise de opióides no país.

Outros produtos notáveis ​​produzidos por essas famílias ultra-ricas incluem: M&Ms e ração para animais de estimação Pedigree (família Mars) uísque Jack Daniel’s (família Brown), sopa Campbell’s (família Dorrance) e roupas Gap (família Fisher). As famílias Simplot e Reyes são importantes fornecedores de alimentos para o McDonald’s. Embora os Du Ponts e os Rockefellers estejam na lista, algumas das dinastias mais famosas da América –como Astor, Vanderbilt e Ford– não entram no ranking, uma vez que suas fortunas se dissiparam amplamente ao longo de várias gerações.

Aqueles que fizeram fortuna na era moderna, acumulando enorme riqueza em cinco décadas ou menos, incluem a família Hughes, que controla o gigante de armazenamento Public Storage; os Cathys, proprietários do Chick-fil-A; e o Chaos, da Westlake Chemical, uma das maiores produtoras de polietileno de baixa densidade do país, usado para embalagens de leite e de alimentos. Os únicos asiático-americanos e não brancos a fazerem parte do ranking –apenas um sinal de uma diferença de riqueza racial no país– são os Caos, que construíram sua fortuna nos Estados Unidos até a década de 1980, quando TT Chao (falecido em 2008) mudou-se de Taiwan e fundou a Westlake Chemical.

Claro, só porque essas famílias são super ricas, não significa que sejam felizes. Seis dos clãs da lista deste ano passaram por brigas familiares –e públicas, incluindo batalhas legais por fundos fiduciários, adoções falsas e até mesmo acusações de assassinato.

Metodologia

Ao contrário de lista Forbes 400 das pessoas mais ricas da América do ranking dos bilionários do mundo, que se concentra na riqueza individual ou familiar nuclear, o levantamento das famílias mais ricas dos Estados Unidos leva em conta grupos multigeracionais de todos os tamanhos, variando de apenas 2 irmãos aos 4.000 membros do clã Du Pont. (Observação: deixamos de fora os empreendedores que fundaram suas empresas e já aparecem com seu núcleo familiar em nossa lista de bilionários, o que inclui Rupert Murdoch e J. Joe Ricketts. Também estão ausentes casais como Tom e Judy Love.)

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Para avaliar as fortunas, a Forbes somou ativos, incluindo participações em empresas públicas e privadas, imóveis, obras de arte e estimativas de endividamento. Para aqueles com ações negociadas publicamente, foram aplicados os preços dos papéis no fechamento do pregão de 4 de dezembro de 2020. Foram excluídos quaisquer ativos irrevogavelmente doados a fundações de caridade. A Forbes tentou verificar os números obtidos com todas as famílias ou seus representantes. Alguns cooperaram; outros não.

Veja, na galeria de imagens a seguir, as 10 famílias mais ricas dos Estados Unidos. (A classificação valorização/desvalorização sinaliza o status das fortunas em relação ao último levantamento feito em 2015.)

  • 1ª. Família Walton

    Fortuna: US$ 247 bilhões
    Status: valorização
    Origem: Walmart

    Rick T. Wilking/ Getty Images
  • 2ª. Família Koch

    Fortuna: US$ 100 bilhões
    Status: valorização
    Origem: diversificada

    Dia Dipasupil/ Getty Images
  • 3ª. Família Mars

    Fortuna: US$ 94 bilhões
    Status: valorização
    Origem: doces

    Pool/ Getty Images
  • 4ª. Família Cargill-MacMillan

    Fortuna: US$ 47 bilhões
    Status: valorização
    Origem: Cargill Inc

    Patrick MacMullan/ Getty Images
  • 5ª. Família Lauder

    Fortuna: US$ 40 bilhões
    Status: valorização
    Origem: Estée Lauder

    Randy Brooke/ Getty Images
  • 6ª. Família S.C. Johnson

    Fortuna: US$ 37 bilhões
    Status: valorização
    Origem: produtos de limpeza

    Divulgação/Forbes
  • 7ª. Família (Edward) Johnson

    Fortuna: US$ 36 bilhões
    Status: valorização
    Origem: gestão de fortunas

  • 8ª. Família Cox

    Fortuna: US$ 34,5 bilhões
    Status: sem alteração
    Origem: mídia

    Divulgação/Forbes
  • 9ª. Família Pritzker

    Fortuna: US$ 32,5 bilhões
    Status: valorização
    Origem: hotéis e investimentos

    Michael Tran/ Getty Images
  • 10ª. Família Newhouse

    Fortuna: US$ 30 bilhões
    Status: valorização
    Origem: jornais e revistas

    Ben Martin/ Getty Images

1ª. Família Walton

Fortuna: US$ 247 bilhões
Status: valorização
Origem: Walmart

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