Ibovespa recua com adiamento da PEC Emergencial e pessimismo no exterior

O dólar é negociado a R$ 5,05 na venda, recuperando terreno depois de despencar para a mínima em quase seis meses ontem .

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O Ibovespa abre a última sessão da semana em queda, recuando 0,67% aos 114.360 pontos nos primeiros negócios do dia, em movimento de correção técnica dos ativos impulsionada pela notícia de que a apresentação do texto da PEC Emergencial só acontecerá em 2021. O relator da matéria, senador Marcio Bittar (MDB-AC), informou a decisão em nota, alegando motivos de complexidade do texto e atual conjuntura política do país. Ontem, o Ibovespa fechou acima dos 115 mil pontos pela primeira vez desde fevereiro, reduzindo ainda mais a perda acumulada em 2020, com o ganho desde as mínimas do ano ultrapassando 85%.

A Bolsa brasileira é pressionada ainda pelo desempenho dos mercados no exterior, com os principais índices do mercado de ações norte-americano operando em queda. Sem avanços nas negociações entre democratas e republicanos para o aguardado estímulo econômico, os investidores diminuem o apetite por riscos e realizam os lucros dos recentes ganhos. Às 11h50, horário de Brasília, o Dow Jones recuava 0,47%, o S&P 500 perdia 0,61% e o Nasdaq tinha queda de 0,69%.

Além das incertezas nos EUA, o mercado no exterior olha ainda para as negociações do Brexit. Com uma resolução cada vez mais improvável, o Reino Unido deve deixar a União Europeia em 31 de dezembro sem um acordo comercial. Com isso, os britânicos perdem acesso ao mercado europeu de 450 milhões de consumidores com tarifa zero e cota zero a partir de 1º de janeiro.

Um Brexit sem acordo comercial pode prejudicar as economias da Europa, enviando ondas de choque pelos mercados financeiros, afetando fronteiras e semeando o caos nas delicadas cadeias de abastecimento que se estendem por toda a região. Os negociadores têm até a noite de domingo para romper o impasse sobre os direitos de pesca e sobre a possibilidade do Reino Unido ser punido no futuro se divergir das regras do bloco.

O dólar opera em alta contra o real, recuperando terreno depois de despencar para a mínima em quase seis meses na sessão de ontem e se aproximar do patamar psicológico dos R$ 5,00. Na abertura, a moeda avança 0,40% e é negociada a R$ 5,05. A aversão ao risco dos investidores no dia favorece o desempenho da divisa contra o real e outras moedas emergentes.

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Na Ásia, o índice de blue-chips da China recuou pela quinta sessão seguida no pregão de hoje e registrou a maior perda semanal em 11 semanas, refletindo o aumento das tensões com os Estados Unidos e as preocupações do mercado com aperto da política monetária. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, teve queda de 1,03%. Na semana, o CSI300 perdeu 3,5%, em seu pior desempenho semanal desde o final de setembro.

Ontem, o S&P Dow Jones removeu algumas empresas chinesas de seus índices após decreto do governo dos Estados Unidos, na mais recente perturbação ao mercado devido às persistentes tensões sino-americanas. Os investidores também se preocupam com a possibilidade de Pequim começar a apertar a política monetária em meio à forte recuperação econômica e alta dos preços de commodities, embora analistas não vejam qualquer grande reversão na política em breve. (Com Reuters)

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