Ibovespa reduz fôlego, mas fecha em alta e encosta nos 112 mil pontos

O Ibovespa fechou o dia em alta, avançando 0,43% aos 111.878 pontos, na esteira de mais notícias positivas sobre as vacinas contra o coronavírus renovando as esperanças do mercado de uma retomada econômica em médio prazo. O Reino Unido autorizou hoje o imunizante da Pfizer/BioNTech com perspectiva de iniciar a vacinação da população na próxima semana. A notícia deu fôlego aos mercados globais e impulsionou os preços do petróleo, favorecendo os papéis da Petrobras, um dos principais suportes do Ibovespa na sessão. No melhor momento do dia, o índice brasileiro tocou os 112 mil pontos, a primeira vez desde fevereiro.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em alta de 1,75%, a US$ 48,25 por barril. O petróleo dos Estados Unidos (WTI) avançou 1,64%, para US$ 45,28 o barril.

Na visão do analista Rafael Ribeiro, da Clear Corretora, a retomada de emissão externa pelo Tesouro foi outra ótima notícia para a bolsa brasileira na sessão, dando mais fôlego para o setor financeiro. O Tesouro arrecadou US$ 2,5 bilhões na reabertura dos benchmarks de cinco anos (Global 2025), dez anos (Global 2030) e trinta anos (Global 2050).

O dólar fechou em leve alta, avançando 0,25% e negociado a R$ 5,24 na venda, com investidores optando por pausar as vendas em um dia de hesitação no mercado de câmbio. A pausa no movimento foi percebida também no exterior, com o índice do dólar perto da estabilidade frente a uma cesta de moedas, rondando mínimas em dois anos e meio.

Apesar do dólar ter evitado mais um dia de queda no Brasil, analistas avaliam que o cenário é desfavorável à moeda norte-americana, tanto pelo otimismo externo (que trouxe de volta fluxo de estrangeiro ao país), quanto pelos sinais mais recentes de compromisso fiscal da parte do governo, além do apoio do Banco Central ao câmbio. “O casado de dólar está saindo no negativo, com o resto do mercado bem-comportado.Tem excesso de derivativo no mercado”, disse Vitor Péricles, economista e sócio-gestor da LAIC-HFM Gestão de Recursos, referindo-se às vendas de swaps cambiais tradicionais pelo Banco Central e à taxa do cupom cambial de curto prazo (casado).

O Banco Central iniciou nesta semana a oferta de 16 mil contratos de swap cambial para rolagem do vencimento janeiro, ante lote de 12 mil contratos disponibilizado antes. Com a perspectiva de mais liquidez vinda do BC e um ambiente externo positivo, o dólar acumula baixa de 1,6% nesta semana ante o real.

O pregão em Wall Street foi marcado por volatilidade nos principais benchmarks, com investidores ajustando suas posições entre notícias positivas sobre pequenos avanços para uma nova rodada de estímulo econômico e dados tímidos sobre a geração de postos de trabalho pela iniciativa privada em novembro. Apesar do dia morno, a variação positiva de 0,18% do S&P 500 levou o índice a bater novo recorde em Nova York. O Dow Jones também encerrou a sessão com ganhos, crescendo 0,20%, enquanto o Nasdaq terminou o dia com recuo de 0,05%.

Um plano bipartidário de US$ 908 bilhões em alívio ao coronavírus deve ser o ponto de partida para negociações imediatas no Congresso dos Estados Unidos a fim de romper O impasse de meses em torno de uma nova legislação em meio à pandemia. O pedido para negociações com o líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, foi ventilado pela presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, e pelo líder democrata do Senado, Chuck Schumer. (Com Reuters)

DESTAQUES DO IBOVESPA

Maiores Altas
HGTX3: +6,13% a R$ 18,70
GOLL4: +5,36% a R$ 25,15
B3SA3: +4,97% a R$ 59,60
GNDI3: +4,38% a R$ 73,14
ELET3: +4,37% a R$ 33,20

Maiores Baixas
SUZB3: -5,01% a R$ 54,58
BRKM5: -4,87% a R$ 22,28
PRIO3: -4,79% a R$ 50,89
VIVT3: -2,79% a R$ 44,20
RADL3: -2,60% a R$ 24,33

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