Ibovespa sobe com commodities e novos estímulos na Europa

O dólar trabalha em recuo acentuado contra o real, perdendo 1,25% e negociado a R$ 5,10.

Ana Paula Pereira
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O Ibovespa abre o dia em campo positivo, avançando 0,67% aos 113.757 pontos nos primeiros negócios do dia, auxiliado pela alta nos preços do minério de ferro e do petróleo. Os futuros do minério de ferro de referência na China saltaram mais de 7% nesta hoje (10), tocando máxima contratual, impulsionado por expectativas de que uma recuperação da economia leve a uma forte demanda pelo material usado na fabricação do aço. Também de olho na recuperação econômica, os preços do petróleo Brent, referência internacional, ultrapassavam os US$ 49 por barril nesta manhã.

A Bolsa brasileira é beneficiada ainda pelo anúncio do Banco Central Europeu de novo afrouxo monetário para lidar com os impactos da segunda onda do coronavírus na região. O BCE aumentou em € 500 bilhões o Programa de Compras Emergenciais de Pandemia, totalizando € 1,85 trilhão em estímulos durante a crise. O programa foi prorrogado em 9 meses, até março de 2022, com o objetivo de manter os custos de empréstimo corporativos e do governo em mínimas recordes.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, o impasse entre democratas e republicanos para novos estímulos persiste, impactando o otimismo dos investidores, enquanto a segunda onda de contaminações no país segue batendo recordes: ontem, 3.100 pessoas morreram por covid-19 nos EUA e as infecções já somam 15 milhões desde o início da pandemia. Às 11h50, horário de Brasília, o Dow Jones recuava 0,29%, o S&P 500 perdia 0,22% e o Nasdaq tinha queda de 0,09%.

As Bolsas norte-americanas também refletem hoje os novos pedidos de seguro desemprego que vieram bem acima das expectativas do mercado, em 853 mil solicitações na semana encerrada em 5 de dezembro, contra 716 mil pedidos na semana anterior. A crise do mercado de trabalho colabora para a fraqueza da inflação: o índice de preços ao consumidor subiu 0,2% em novembro, após permanecer inalterado em outubro. No acumulado de 12 meses até novembro, a inflação avançou 1,2%.

O dólar trabalha em recuo acentuado contra o real nos primeiros negócios do dia, perdendo 1,25% e negociado a R$ 5,10, com os agentes do mercado reagindo à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que manteve a Selic em 2% ao ano e sinalizou que o compromisso do Banco Central de não subir os juros pode cair em breve. Em ata divulgada na noite de ontem, o Copom destacou que o “prolongamento das políticas fiscais de resposta à pandemia que piore a trajetória fiscal do país, ou frustrações em relação à continuidade das reformas, podem elevar os prêmios de risco. O risco fiscal elevado segue criando uma assimetria altista no balanço de riscos, ou seja, com trajetórias para a inflação acima do projetado no horizonte relevante para a política monetária.”

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O patamar extremamente baixo da taxa foi um dos motivos para a disparada do dólar frente ao real no ano de 2020, uma vez que a redução do diferencial de juros entre o Brasil e outros países diminuiu a atratividade de rendimentos locais atrelados à Selic, prejudicando a entrada de fluxos. Apesar de já ter deixado para trás as máximas do ano, o dólar ainda acumula ganho de cerca de 27% contra o real em 2020. (Com Reuters)

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