Impasse deixa acordo comercial do Brexit no fio da navalha

REUTERS/Yves Herman - File Photo
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Sem avanços nos últimos meses, líderes europeus divergem em três questões

As negociações comerciais pós-Brexit estavam no fio da navalha hoje (7) com o Reino Unido e União Europeia trabalhando na última tentativa de superar as diferenças e chegar a um acordo que evite uma saída desordenada dos britânicos do bloco em apenas 24 dias.

Com o crescente temor de caos sem um acordo comercial após 31 de dezembro, quando o Reino Unido finalmente deixará de orbitar a União Europeia (UE), as negociações são retomadas em Bruxelas antes do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, analisarem a situação na noite de hoje.

O primeiro-ministro irlandês, Micheal Martin, disse ontem que as chances de um acordo eram de 50-50. O banco de investimentos JPMorgan afirmou que a possibilidade de uma saída sem acordo aumentou de 20%, para um terço. A libra, moeda do Reino Unido, operava em queda no início da manhã devido às preocupações de que não haverá um acordo para cobrir um comércio anual de quase US$ 1 trilhão.

O negociador-chefe da UE, Michel Barnier, mostrava-se “bastante abatido quanto às perspectivas de um acordo” quando falou a enviados nacionais durante uma refeição em Bruxelas nesta manhã, segundo um diplomata que participou da reunião. Na semana passada, Barnier afirmou existir poucos avanços nas divergências que impediram um acordo nos últimos meses, tais como o direito de navios europeus de pescar nas águas britânicas, normas de concorrência e ajuda estatal às empresas britânicas e gestão jurídica da futura relação.

“As negociações UE-Reino Unido chegaram na reta final, o tempo está se esgotando rapidamente”, disse outro diplomata da UE. “Cabe ao Reino Unido escolher entre um resultado positivo ou um resultado sem acordo.”

As negociações comerciais não parecem boas, a menos que o Reino Unido compreenda a necessidade de encontrar um meio termo em três principais questões pendentes, disse hoje a comissária de Serviços Financeiros da UE, Mairead McGuinness. (Com Reuters)

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