Medallion, um dos fundos mais rentáveis da história

Jim Simons está inovando o mercado financeiro norte-americano com a aplicação da técnica que desenvolveu no Instituto de Análise de Defesa.

Redação
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Reprodução/Forbes
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Jim Simons, o matemático que inovou o mercado financeiro americano

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Jim Simons inovou o mercado de fundos de investimentos norte-americano com a criação do Medallion, fundo hedge especializado em fundos quant, baseado em arbitragem estatísticas. Simons nasceu nos Estados Unidos em 1938 e, 20 anos depois, se formou em matemática pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, em inglês), com doutorado também na área pela Universidade da Califórnia. De 1968 a 1978, no entanto, estava longe de atuar profissionalmente no mundo dos investimentos e era professor e presidente do departamento de matemática da Stony Brook University.

A história do Medallion, no entanto, começa uns anos antes. Ex-funcionário da Agência Nacional de Segurança Americana (NSA), Simons foi convidado em 1964 para participar de um projeto na cidade de Princeton, que tinha como objetivo a decodificação de códigos secretos. Durante o projeto, dentro do Instituto de Análise de Defesa (IAD), ele desenvolveu protótipos de algoritmos. A mesma estrutura foi usada 15 anos depois para mapear as bolsas norte-americanas pela sua empresa, a Renaissance Technologies Corporation.

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Durante apresentação em um TedTalk, ele conta que “o sistema baseado na análise somente da trajetória de um ativo é antiquado e velho, principalmente porque, dessa forma, as pessoas só conseguem ganhar dinheiro em um período específico”. Para desenvolver a tese do Medallion, Simons contratou astrofísicos – nada de economistas ou administradores – para estudar uma alta quantidade de dados, desde taxas de juros do Sistema do Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos) até o histórico das negociações, a fim de construir um sistema que consiga projetar a rentabilidade de um ativo.

O Medallion é um dos fundos da Renaissance, mas a participação é restrita apenas para funcionários, ex-funcionários, além de pessoas próximas à empresa, como proprietários de grandes negócios. Na prática, muitos dos cotistas são quase que, exclusivamente, PhD’s na área das ciências exatas. Já para os investidores ‘externos’, existe o Renaissance Institutional Equities Fund (RIEF). Mas a rentabilidade dos fundos não é a mesma: Enquanto o Medallion tem 66% de retorno bruto (antes das taxas) anual e ganhos superiores de US$ 100 bilhões, o RIEF acumulava queda acima de 21% em 2020 até junho.

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O foco da empresa são modelos quantitativos, data science e machine learning, aplicados ao mercado financeiro, diferentes de outros fundos que optam pelo tradicional value investing. Devido ao modelo aplicado pela empresa e sua rentabilidade, a Medallion cobra 44% de taxa sobre performance. Outros fundos e corretoras já tentaram – e ainda tentam – copiar a estratégia criada por Jim Simons com o objetivo de tirar ao máximo a emoção humana das decisões e deixar apenas os processadores computacionais analisarem ativos na Bolsa.

Até o momento, sua empresa administra mais de US$ 75 bilhões e Simons é dono de uma fortuna de US$ 23,5 bilhões, ocupando o 36º lugar na lista da Forbes de bilionários em 2020.

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