Medidas contra coronavírus terão impacto total de R$ 620,5 bi

Adriano Machado / Reuters
Adriano Machado / Reuters

Cálculos consideraram uma contração da economia brasileira de 4,5% em 2020 e alta de 3,2% em 2021

O Ministério da Economia indicou hoje (22) que as medidas para enfrentamento à pandemia de Covid-19 terão impacto primário de R$ 620,5 bilhões, sendo que R$ 31,6 bilhões, ou 5,1% do total, vão afetar o resultado primário do ano que vem.

O montante que ficará para 2021 inclui os R$ 20 bilhões em créditos extraordinários para campanha de vacinação contra o coronavírus.

Em apresentação, a pasta indicou que R$ 588,9 bilhões (ou 8,15% do Produto Interno Bruto) afetarão o rombo primário deste ano, ao passo que os R$ 31,6 bilhões restantes (0,4% do PIB) vão afetar os dados do ano que vem.

Os cálculos consideraram uma contração da economia brasileira de 4,5% em 2020 e alta de 3,2% em 2021.

Quando propôs a adoção de uma nova meta de resultado primário para o próximo ano, de déficit de R$ 247,118 bilhões para o governo central, a equipe econômica já havia reconhecido o impacto negativo de reaberturas e pagamento de restos a pagar de créditos extraordinários abertos em 2020 para combate à pandemia.

Hoje, a pasta especificou que, além da campanha de vacinação, os R$ 31,6 bilhões que vão ficar para 2021 contemplam restos a pagar de R$ 7,7 bilhões associados à secretaria de Trabalho e Previdência, R$ 3 bilhões para a Saúde (entre reabertura de créditos e restos a pagar) e R$ 900 milhões em restos a pagar para o Ministério da Cidadania.

Em relação aos indicadores fiscais neste ano, a projeção para o déficit primário do governo central passou a ser de um rombo de R$ 831,8 bilhões ou 11,5% do PIB. No fim de novembro, essa expectativa era de 11,7% do PIB.

Para o setor público consolidado, o governo prevê agora um rombo primário de R$ 844,2 bilhões, ou 11,7% do PIB, contra 11,9% do PIB no mês anterior.

A dívida bruta deve encerrar o ano em 93,3% do PIB (94,4% antes), e a dívida líquida em 66,5% do PIB (percentual que não mudou), indicou ainda o Ministério da Economia. (Com Reuters)

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