Produção industrial no Brasil sobe 1,1% em outubro, diz IBGE

David Gray / Reuters
David Gray / Reuters

Produção subiu 0,3 por cento em comparação com o mesmo mês do ano interior

O terceiro trimestre começou com força na indústria brasileira, com a produção crescendo pelo sexto mês seguido em outubro e superando em mais de 1% o patamar pré-pandemia.

A produção industrial brasileira subiu 1,1% em outubro sobre o mês anterior, de acordo com os dados divulgados hoje (02) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com alta de 39% acumulada nos seis meses de resultados positivos, o setor está 1,4% acima do patamar de fevereiro, antes do agravamento da pandemia de Covid-19 no país.

Em março e abril, a produção industrial caiu ao nível mais baixo da série diante das medidas de isolamento para contenção do coronavírus, e em setembro conseguiu recuperar as perdas acumuladas no ápice da pandemia.

Na comparação com outubro de 2019, houve aumento de 0,3% da produção, mas ainda assim no acumulado do ano a indústria tem contração de 6,3%, destacando o impacto relevante das medidas de contenção sobre o setor.

“Ainda há espaço expressivo a ser recuperado, antes da pandemia ainda havia perdas a retomar”, afirmou o gerente da pesquisa, André Macedo, destacando que o setor ainda está 14,9% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

As paralisações por conta da pandemia de coronavírus atingiram em cheio a indústria, que vem mostrando recuperação gradual com a flexibilização das medidas de isolamento e medidas de auxílio. O grande contigente de desempregados no país também ajuda a pressionar a economia.

“Qualquer manutenção dessa trajetória da indústria depende da reação do mercado de trabalho, ainda há muita gente fora dele. É fundamental pensar no aumento do emprego e massa de rendimentos”, completou Macedo.

Os dados de outubro, porém, ficaram abaixo das expectativas em pesquisa da Reuters, de aumentos de 1,4% na comparação mensal e de 1,0% na base anual.

No mês de outubro o destaque foi a alta de 7,0% na produção de Bens de Capital, uma medida de investimento. A outra taxa positiva no mês foi registrada por Bens de consumo duráveis, de 1,4%. Ambas as categorias tiveram o sexto mês seguido de expansão na produção.

Por outro lado, a fabricação de Bens Intermediários caiu 0,2% em outubro sobre o mês anterior, enquanto a de Bens de Consumo semi e não duráveis recuou 0,1%, interrompendo cinco meses consecutivos de crescimento.

Entre as atividades, a principal influência positiva foi da alta de 4,7% em Veículos automotores, reboques e carrocerias, setor que acumulou expansão de 1.075,8% em seis meses consecutivos de crescimento na produção. Ainda assim, ele está 9,1% abaixo do patamar de fevereiro.

Um dado a ser destacado é a menor disseminação do crescimento entre as atividades. Enquanto em setembro 22 dos 26 ramos pesquisados apresentaram aumento da produção, em outubro foram apenas 15.

“O auxílio emergencial foi importante para a reação do setor, mas esse crescimento vem sendo menor. Até setembro era um crescimento generalizado da indústria, mas em outubro houve espalhamento menor (entre as atividades)”, completou Macedo. (Com Reuters)

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).