10 maiores filantropos bilionários dos Estados Unidos

Doadores mais generosos do país destinaram, juntos, US$ 149 bilhões ao longo de suas vidas.

Forbes Wealth Team
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Em menos de um ano, MacKenzie doou mais do que todos, com exceção das doações ao longo da vida de cinco dos maiores filantropos do país

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Em meio à pandemia, muitos dos grandes filantropos dos EUA abriram suas carteiras para ajudar a deter a disseminação da Covid-19 e diminuir o impacto da crise sanitária. Ninguém doou mais do que MacKenzie Scott, que conquistou o mundo da caridade desde que finalizou o processo de seu divórcio com Jeff Bezos, em 2019. Em julho e dezembro, ela anunciou um total de US$ 5,8 bilhões em doações para 500 iniciativas diferentes em todo o país.

Pequenas instituições de caridade espalhadas pelos EUA de repente se viram descontando cheques de uma das grandes fortunas da área da tecnologia. “Ainda estou tentando colocar meu queixo caído no lugar”, disse à imprensa local o CEO da Goodwill Industries of North Florida, que recebeu US$ 10 milhões de MacKenzie. O ritmo e o escopo de suas doações de caridade são impressionantes. Em menos de um ano, uma filantropa publicamente ativa, ela deu mais do que todos, com exceção das doações ao longo da vida de cinco dos maiores doadores do país, calcula a Forbes.

VEJA TAMBÉM: Empresas brasileiras continuam doando para mitigar os efeitos da Covid-19

Outros doadores importantes para as causas da Covid incluem Bill e Melinda Gates, cuja fundação está no centro da pesquisa de vacinas há anos e prometeu US$ 1,75 bilhão no período de 24 meses para amenizar as consequências da pandemia. O ex-prefeito da cidade de Nova York, Michael Bloomberg, doou cerca de US$ 330 milhões para fundos relacionados à Covid-19. Mark Zuckerberg do Facebook destinou pelo menos US$ 100 milhões.

Em um ano também marcado por turbulências políticas, alguns nomes –incluindo Zuckerberg e o investidor George Soros– colocaram muito dinheiro em causas pró-democracia. Outros continuam focados em desafios de longo prazo, como redução da pobreza e combate às mudanças climáticas.

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No total, os 25 bilionários da lista completa de filantropos doaram cerca de US$ 149 bilhões para caridade ao longo de suas vidas até agora. E eles têm muito mais pela frente, uma vez que a soma de suas fortunas chega a US$ 799 bilhões, pelas contas da Forbes.

Nossas estimativas levam em consideração o total de doações vitalícias dos bilionários norte-americanos feitas em dólares e diretamente à iniciativas ativas de caridade –o que significa que não estamos incluindo dinheiro estacionado em uma fundação que ainda não fez rendeu frutos. Para esse fim, também não incluímos doações que foram prometidas, mas ainda não pagas, ou dinheiro dado a fundos assessorados por doadores –contas opacas com vantagens fiscais que não têm critérios de divulgação ou distribuição– a menos que o doador compartilhe detalhes sobre os subsídios que foram realmente pagos. Esta é uma lista de indivíduos e casais que são cidadãos dos EUA; como resultado, excluímos famílias extensas como os Waltons, acionistas controladores do Walmart, e excluímos grandes doadores, como Hansjoerg Wyss, que mora nos EUA, mas é um cidadão suíço. Os valores das doações vão até 2020 e os patrimônios líquidos são até 14 de janeiro de 2021.

Veja, na galeria de fotos a seguir, os 10 maiores filantropos bilionários dos Estados Unidos:

  • 1. Warren Buffett

    Foco das doações: saúde e redução da pobreza
    Patrimônio líquido: US$ 88,8 bilhões
    Doações ao longo da vida: US$ 42,8 bilhões

    A missão do lendário investidor de doar mais de 99% de sua fortuna continua. Até agora, ele destinou mais de US$ 40 bilhões –grande parte em doações anuais para a Fundação Bill & Melinda Gates, onde o valor tem sido destinado para iniciativas de combate à pobreza e à saúde nos EUA e países em desenvolvimento. Ele também deu bilhões em ações para as quatro instituições de caridade criadas por seus três filhos e sua falecida esposa. “Minha postura e da minha família frente à nossa extraordinária boa sorte não é por culpa, mas sim gratidão”, disse Buffett em 2010 ao criar o The Giving Pledge –uma iniciativa que visa convencer os bilionários do mundo a doar pelo menos metade de suas fortunas para instituições de caridade– ao lado dos Gates. “Se usássemos mais de 1% dos nossos recibos em nós mesmos, nem nossa felicidade nem nosso bem-estar seriam maiores por conta disso.”

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  • 2. Bill e Melinda Gates

    Foco das doações: saúde e redução da pobreza
    Patrimônio líquido: US$ 120 bilhões
    Doações ao longo da vida US$ 29,8 bilhões

    A Fundação Bill & Melinda Gates, com duas décadas de existência, que arrecada cerca de US$ 5 bilhões por ano em doações, investiu no financiamento de pesquisas, tratamentos, testes e vacinas contra a Covid-19 no ano passado e prometeu destinar US$ 1,75 bilhão à causa em 24 meses. A meta da doação é melhorar as ferramentas de combate à pandemia e ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade. “Todos, em todos os lugares, merecem se beneficiar da ciência desenvolvida em 2020”, disse Melinda Gates em um comunicado em dezembro. Warren Buffett tem contribuído com US$ 2 bilhões a US$ 3 bilhões em ações da Berkshire Hathaway por ano para a fundação desde 2006. Para esses cálculos, a Forbes divide as doações feitas desde 2007 pela Fundação Gates entre o casal e Buffett.

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  • 3. George Soros

    Foco das doações: democracia, educação, antidiscriminação e saúde
    Patrimônio líquido: US$ 8,6 bilhões
    Doações ao longo da vida US$ 16,8 bilhões

    A Open Society Foundations de Soros opera em 120 países em todo o mundo, concentrando-se mais amplamente na promoção da democracia e proteção dos direitos dos eleitores –tais áreas receberam US$ 140 milhões em 2020. Com US$ 1,2 bilhão em doação recebido no ano passado, as causas da fundação incluem equidade econômica, antidiscriminação, direitos humanos, reforma da justiça e jornalismo. Quando a Covid-19 se alastrou pelo mundo, a fundação destinou US$ 37 milhões para que imigrantes ilegais excluídos da ajuda federal dos EUA recebessem assistência financeira. A iniciativa também comprometeu US$ 220 milhões para apoiar líderes em comunidades negras nos Estados Unidos após o assassinato de George Floyd pela polícia em Minneapolis.

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  • 4. Michael Bloomberg

    Foco das doações: mudanças climáticas e saúde
    Patrimônio líquido: US$ 54,9 bilhões
    Doações ao longo da vida US$ 11,1 bilhões

    O ex-prefeito de Nova York e cofundador da Bloomberg LP investiu mais de US$ 11 bilhões em causas beneficentes, segundo a Bloomberg Philanthropies, com foco em mudança climática, controle de armas e saúde pública. O bilionário destinou mais de US$ 1 bilhão para conter o uso do tabaco na última década e, em 2018, anunciou uma doação de US$ 1,8 bilhão para a Universidade Johns Hopkins, sua alma mater. A Bloomberg Philanthropies também doou mais de US$ 330 milhões para programas relacionados à Covid-19, que vão desde pesquisas médicas até o pagamento de refeições para profissionais da linha de frente da área da saúde. Em setembro, a Bloomberg também anunciou uma doação de US$ 100 milhões pelos próximos quatro anos para financiar bolsas em quatro escolas de medicina historicamente negras.

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  • 5. Charles “Chuck” Feeney

    Foco das doações: ciência, juventude e direitos humanos
    Patrimônio líquido: Não declarada
    Doações ao longo da vida US$ 8 bilhões

    O ex-bilionário que pretendia morrer zerado finalmente atingiu seu objetivo financeiro. Feeney, que fundou a cadeia de varejo de grande sucesso Duty Free Shoppers em 1960, começou doando parte de sua fortuna anonimamente. Ele acabou divulgando sua ideia “Giving While Living” (Doando em Vida, na tradução livre), que influenciou Bill Gates e Warren Buffett quando eles lançaram o Giving Pledge em 2010. De seus US$ 8 bilhões em doações, cerca de US$ 3,7 bilhões foram para a educação, incluindo US$ 1 bilhão para sua alma mater, a Universidade Cornell. Em setembro de 2020, Feeney e sua esposa Helga fecharam sua fundação, a Atlantic Philanthropies, após doar o último de seus ativos.

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  • 6. MacKenzie Scott

    Foco das doações: desigualdade econômica, de gênero e racial
    Patrimônio líquido: US$ 55,2 bilhões
    Doações ao longo da vida US$ 5,83 bilhões

    Em apenas um ano de filantropia ativa, MacKenzie superou de longe seus pares. Com a ajuda de um número não divulgado de funcionários e da empresa de consultoria Bridgespan Group, ela distribuiu mais bolsas em seis meses do que a Fundação Gates, que tem 1.600 colaboradores, em um ano normal. Em meio aos protestos Black Lives Matter em julho, ela anunciou que doou quase US$ 1,7 bilhão para 116 organizações focadas na desigualdade racial, orientação sexual, gênero e mobilidade econômica. Em dezembro, a bilionária revelou que doou quase US$ 4,2 bilhões para 384 organizações em todos os 50 estados dos EUA, Porto Rico e Washington D.C. A equipe de MacKenzie deu atenção especial principalmente às organizações sem fins lucrativos que tratam da insegurança alimentar, da desigualdade racial e da redução da pobreza.

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  • 7. Gordon e Betty Moore

    Foco das doações: ciência, meio ambiente e educação
    Patrimônio líquido: US$ 11,8 bilhões
    Doações ao longo da vida US$ 5,15 bilhões

    Duas décadas atrás, o cofundador e CEO de longa data da gigante de semicondutores Intel e sua esposa lançaram sua fundação, cujo financiamento é feito por meio de ações destinadas da Intel. A iniciativa concede cerca de US$ 270 milhões em doações por ano. Seu trabalho de preservação ambiental tem apoiado esforços para conter a perda de biodiversidade. Para impulsionar a pesquisa científica, a fundação financiou o projeto e a construção do Thirty Meter Telescope no Havaí, um novo tipo de telescópio que permitirá aos pesquisadores observar mais profundamente o espaço.

    Justin Sullivan/Getty Images
  • 8. Eli e Edythe Broad

    Foco das doações: arte, ciência e educação
    Patrimônio líquido: US$ 6,9 bilhões
    Doações ao longo da vida US$ 2,8 bilhões

    Em 2020, o magnata aposentado da construção civil e dos seguros e sua esposa, Edythe, doaram US$ 136 milhões para várias causas, incluindo testes de Covid-19 para estudantes universitários e obtenção de votos para as eleições norte-americanas em estados disputados. O casal apoia a educação, as artes e a ciência por meio da Broad Foundation e, como residentes de longa data de Los Angeles, são patrocinadores das artes. Em 1984, eles fundaram a Broad Art Foundation, que inclui uma biblioteca de arte que emprestou mais de 8.500 obras para 500 museus.

    Donato Sardella/Getty Images
  • 9. Jim e Marilyn Simons

    Foco das doações: pesquisa STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática)
    Patrimônio líquido: US$ 23,5 bilhões
    Doações ao longo da vida US$ 2,7 bilhões

    Como ex-professor de matemática antes de criar o fundo de hedge de comércio quantitativo Renaissance Technologies em 1982, Simons dedicou grande parte de suas doações filantrópicas à pesquisa e educação STEM. Ele pôs em funcionamento a Simons Foundation com sua esposa Marilyn em 1994. Os bilionários são os principais financiadores da Math for America, uma organização sem fins lucrativos que se concentra na construção de uma rede de professores qualificados de matemática e ciências para o ensino médio. A fundação também financia pesquisas de ciências biológicas, com doações para instituições como o New York Genome Center, e apoia as causas do autismo por meio do Autism Research Institute.

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  • 10. Mark Zuckerberg e Priscilla Chan

    Foco das doações: ciência, educação, justiça criminal e integridade eleitoral
    Patrimônio líquido: US$ 90 bilhões
    Doações ao longo da vida US$ 2,7 bilhões

    Em 2020, o fundador e CEO do Facebook comemorou o aniversário de cinco anos do seu braço de filantropia e defesa, a Chan Zuckerberg Initiative (CZI). Ele e sua esposa, Priscilla Chan, concentraram suas doações recentes principalmente em duas áreas: alívio da Covid-19 e integridade eleitoral. Desde a expansão da capacidade de teste de coronavírus no estado da Califórnia até o trabalho com a Fundação Gates para acelerar o desenvolvimento de tratamentos Covid, no ano passado, a CZI doou mais de US$ 100 milhões para financiamentos relacionados à pandemia.Apesar de expressivo, tal número é ofuscado pelos US$ 400 milhões que a CZI doou a organizações não partidárias “para garantir que os eleitores possam votar com segurança”, segundo a carta anual de Zuckerberg e Chan.

    Ian Tuttle/Getty Images

1. Warren Buffett

Foco das doações: saúde e redução da pobreza
Patrimônio líquido: US$ 88,8 bilhões
Doações ao longo da vida: US$ 42,8 bilhões

A missão do lendário investidor de doar mais de 99% de sua fortuna continua. Até agora, ele destinou mais de US$ 40 bilhões –grande parte em doações anuais para a Fundação Bill & Melinda Gates, onde o valor tem sido destinado para iniciativas de combate à pobreza e à saúde nos EUA e países em desenvolvimento. Ele também deu bilhões em ações para as quatro instituições de caridade criadas por seus três filhos e sua falecida esposa. “Minha postura e da minha família frente à nossa extraordinária boa sorte não é por culpa, mas sim gratidão”, disse Buffett em 2010 ao criar o The Giving Pledge –uma iniciativa que visa convencer os bilionários do mundo a doar pelo menos metade de suas fortunas para instituições de caridade– ao lado dos Gates. “Se usássemos mais de 1% dos nossos recibos em nós mesmos, nem nossa felicidade nem nosso bem-estar seriam maiores por conta disso.”

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