Bolsonaro diz que governo não aguenta estender auxílio emergencial

Presidente informou que o recurso foi pago com endividamento, e que Estado não possui caixa

Redação
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REUTERS/Adriano Machado
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Bolsonaro afirmou que a taxa de juros da economia (2% a.a), pode voltar aumentar e que o pior que pode ocorrer é a volta da inflação.

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou na última sexta-feira (15) que o Governo Federal não aguenta seguir com o pagamento do auxílio emergencial e justificou que uma eventual retomada do benefício pago em 2020 devido à pandemia pode levar ao aumento da taxa de juros e da inflação.

Segundo o presidente, os 9 meses de pagamento do auxílio emergencial no ano passado não se deram com recursos em caixa, mas sim com endividamento, que foi de cerca de R$ 700 bilhões no período. “A gente não aguenta continuar pagando o auxílio emergencial”, disse Bolsonaro em entrevista à TV.

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Bolsonaro afirmou que a taxa de juros da economia (2% a.a), pode voltar aumentar e que o pior que pode ocorrer é a volta da inflação. Para o presidente, a despeito da elevação do número de casos e mortes por coronavírus, os brasileiros na faixa etária abaixo de 50 anos podem trabalhar “sem problema nenhum”.

Ele repetiu que idosos e pessoas com comorbidades é que deveriam se cuidar. “O resto tem que continuar a trabalhar porque a vida continua”, disse. O presidente também destacou que não haverá qualquer tipo de tabelamento de preços e que, se a medida ocorresse, produtos sairiam da prateleira e iriam para o “câmbio negro”.

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Na mesma entrevista, o presidente afirmou que “tinha que estar na praia numa hora dessas”, ao se referir à atuação do governo federal no enfrentamento à pandemia de coronavírus em Estados e municípios e citar a situação de Manaus, que passa por crise em razão do aumento dos casos e mortes pela doença e dificuldades do suprimento de oxigênio para dar suporte a pacientes. (com Reuters)

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