Bolsonaro recua em decisão sobre a Huawei diante do fim do mandato de Trump

Presidente norte-americano, por sua vez, prejudica fornecedores da empresa no seu país nos últimos dias de governo.

Redação
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Custos financeiros de bilhões de dólares e a saída do presidente aliado Donald Trump da Casa Branca estão forçando o presidente Jair Bolsonaro a recuar em sua decisão.

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O governo brasileiro não vai tentar barrar a fabricante chinesa de equipamentos de telecomunicações Huawei dos leilões de rede 5G programados para junho, segundo informações de fontes do governo e da indústria fornecidas no último sábado (16).

O vice-presidente Hamilton Mourão ainda afirmou que todas as empresas que fornecerem as garantias necessárias sobre o respeito à soberania nacional e proteção de dados do Brasil serão autorizadas a oferecer equipamentos 5G no país. No mês passado, fontes disseram à Reuters que o governo de Bolsonaro estava procurando uma forma legal de excluir a Huawei das redes 5G no Brasil.

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Porém, custos financeiros de bilhões de dólares e a saída do presidente aliado Donald Trump da Casa Branca estão forçando o presidente Jair Bolsonaro a recuar em sua decisão de se opor à participação da Huawei para fornecer a rede de celular de próxima geração para operadoras no Brasil, disse o jornal.

Como Trump, Bolsonaro se opõe à Huawei com base não comprovada de que ela compartilha dados confidenciais com o governo comunista da China. No entanto, uma vez que a China é o maior parceiro comercial do Brasil e a capacidade da Huawei de competir em preço, ele tem enfrentado resistência da indústria e de seu próprio governo, inclusive do seu vice-presidente.

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Por outro lado, o governo norte-americano notificou alguns fornecedores da Huawei sobre a decisão de revogar suas licenças para vender à gigante chinesa de tecnologia na última semana, e pretende rejeitar vários outros pedidos de fornecimento à produtora de equipamentos de telecomunicações, de acordo com pessoas com conhecimento do assunto à Reuters.

A ação contra a Huawei – provavelmente a última do governo do presidente republicano Donald Trump – segue uma série de tentativas de enfraquecer a maior empresa de equipamentos de telecomunicações do mundo. Segundo o governo, é uma ameaça à segurança nacional e aos interesses de política externa dos EUA.

As notificações chegam em meio a uma leva de ações dos EUA contra a China nos últimos dias do governo Trump. O democrata Joe Biden será empossado como presidente na quarta-feira (20). Um porta-voz do Departamento de Comércio não respondeu imediatamente aos pedidos por comentários.

Em um e-mail visto pela Reuters, a Associação da Indústria de Semicondutores afirmou que o Departamento de Comércio emitiu “intenções de declinar uma quantidade significativa de pedidos de licenças de exportações para a Huawei e revogação de pelo menos uma das licenças emitidas anteriormente”. O e-mail diz que as ações abrangem uma ampla gama de produtos da indústria de semicondutores e perguntou se as empresas receberam as notificações.

Fontes com conhecimento da situação, que falaram sob a condição de anonimato, disseram que houve mais de uma revogação. Um porta-voz do grupo de semicondutores não respondeu imediatamente ao pedido por comentário. (com Reuters)

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