Embaixador da China nega entrave político para liberação de vacinas, diz Maia

REUTERS/Adriano Machado
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O presidente da Câmara disse ter informações de que o governo não procurou a embaixada chinesa para tratar da aceleração da liberação

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou hoje (20) que o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, negou qualquer entrave político à importação de insumos para vacinas contra a Covid-19 a serem produzidas no Brasil e disse trabalhar junto ao governo chinês para acelerar o processo.

Maia, que se reuniu na manhã desta quarta com o embaixador, afirmou em entrevista à GloboNews que há aspectos técnicos a serem superados para a liberação dos insumos. Segundo ele, Wanming disse trabalhar para superar “rapidamente” os “trâmites técnicos”.

“Ele (Wanming) abriu a conversa já relatando que de forma nenhuma haveria obstáculos políticos para a exportação dos insumos da China”, relatou o presidente da Câmara.

“Ele disse que trabalha junto ao governo chinês para que a gente possa acelerar a exportação. No nosso caso, a importação desses insumos para que possamos restabelecer logo a produção. Então entendi a reunião como muito positiva”, afirmou Maia, acrescentando que o embaixador demonstrou “boa vontade”.

Maia garantiu ter ficado claro na conversa desta quarta que não há impedimentos políticos por causa das reiteradas declarações negativas a respeito da China por parte do presidente Jair Bolsonaro e de auxiliares e familiares dele. A exportação dos insumos esbarra, segundo ele, em aspectos formais.

“Esses trâmites técnicos estarão sendo superados rapidamente e ele (o embaixador) vai trabalhar para que se possa acelerar a exportação dos insumos e vai nos atualizar da posição do governo e da produção e da possibilidade dessa antecipação da exportação de insumos para o nosso país”, afirmou.

Maia negou que tenha tratado de datas para a chegada desses insumos e disse ter transmitido a preocupação da Câmara com a chegada da matéria-prima para a produção de vacinas no país tanto no Instituto Butantan, quanto na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), justamente em um momento de uma segunda onda da Covid-19 mais forte e com perspectiva de maior demanda do sistema de saúde.

Questionado, o presidente da Câmara disse ter informações, de outras fontes que não o embaixador, que o governo brasileiro não procurou a embaixada chinesa para tratar da aceleração da liberação dos insumos.

“A única questão é que a impressão que dá – ele (o embaixador) não falou nada disso – mas no diálogo com quadros da embaixada, é a falta de diálogo do governo brasileiro com a embaixada”, explicou o presidente posteriormente em entrevista coletiva.

“É incrível como a questão ideológica para alguns prevalece em relação à importância de salvar vidas.”

De acordo com Maia, os dois também comentaram a participação da China no leilão de frequências da rede 5G no Brasil, mas não deu detalhes sobre o teor da conversa. (Com Reuters)

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