EUA perdem vagas de trabalho e taxa de desemprego fica em 6,7%

RUNSTUDIO / GettyImages
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O PIB cresceu a um ritmo histórico de 33,4% no terceiro trimestre, depois de encolher a uma taxa de 31,4% no período de abril a junho

A economia norte-americana fechou 140 mil vagas no mês passado, disse o Departamento do Trabalho dos EUA hoje (8), levando a taxa de desemprego a 6,7%. O movimento acontece à medida que o país fica sob pressão de infecções avassaladoras de coronavírus, o que sugere uma perda significativa de impulso que poderia, temporariamente, paralisar a recuperação diante da pandemia.

Os dados de novembro foram revisados para 336 mil empregos criados, em vez dos 245 mil relatados anteriormente. Esse foi o primeiro fechamento de postos de trabalho desde abril. A economia do país recuperou pouco mais da metade dos 22,2 milhões de empregos perdidos em março e abril.

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Apesar da fraqueza do mercado de trabalho, é improvável que a economia volte à recessão depois que um apoio adicional de quase US$ 900 bilhões em alívio pela pandemia foi aprovado pelo governo dos EUA na semana passada.

Mais estímulos fiscais são esperados agora que os democratas ganharam o controle do Senado norte-americano e impulsionam as perspectivas para a agenda legislativa do presidente eleito, Joe Biden. O Congresso certificou formalmente ontem (7) a vitória eleitoral de Biden, horas depois de centenas de apoiadores do presidente Donald Trump invadirem o Capitólio dos Estados Unidos.

Também há otimismo de que o lançamento de vacinas contra o coronavírus será melhor coordenado sob a administração de Biden. Os casos de coronavírus nos Estados Unidos saltaram para mais de 21 milhões, com o número de mortos ultrapassando 356 mil desde que o vírus apareceu pela primeira vez na China no final de 2019, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos EUA.

Ainda assim, o relatório de emprego se juntou a uma série de outros dados fracos sobre a confiança e gastos do consumidor para ressaltar o impacto brutal do vírus na economia, que mergulhou em recessão em fevereiro.

“A economia estará pendendo para o lado fraco nos próximos meses, mas com apoio fiscal e vacinas, a economia deve começar a acelerar no verão (no Hemisfério Norte)”, disse Mark Zandi, economista-chefe da Moody’s Analytics em West Chester, Pensilvânia.

A economia dos EUA deve avançar a uma taxa anualizada próxima de 5% no quarto trimestre de 2020, com a maior parte do salto do Produto Interno Bruto vindo do investimento em estoque. O PIB cresceu a um ritmo histórico de 33,4% no terceiro trimestre, depois de encolher a uma taxa de 31,4% no período de abril a junho, maior tombo desde que o governo começou a manter registros, em 1947. (com Reuters)

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