Fechamento de fábricas da Ford no Brasil vai ajudar em lucratividade, diz JPMorgan

O JPMorgan elevou o preço-alvo das ações da Ford em 10%, para US$ 11

Redação
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REUTERS/Wolfgang Rattay
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O JPMorgan elevou o preço-alvo das ações da Ford em 10%, para US$ 11

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A decisão da Ford de fechar suas fábricas no Brasil e demitir cerca de 5 mil funcionários vai reduzir os prejuízos e permitirá a empresa se concentrar em ampliar a lucratividade do segmento internacional, escreveram analistas do JPMorgan hoje (12).

A segunda maior montadora de veículos dos Estados Unidos anunciou na segunda o fechamento das fábricas em Camaçari (BA), Taubaté (SP) e Horizonte (CE) neste ano, o que vai gerar encargos antes de impostos de cerca de US$ 4,1 bilhões.

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As ações da Ford subiram cerca de 3% na segunda depois do anúncio e estavam praticamente estáveis antes da abertura dos negócios nesta terça.

A Ford afirmou que a decisão de parar de montar veículos no Brasil faz parte do plano de reestruturação já anunciado de US$ 11 bilhões, dos quais parte dos US$ 4,2 bilhões em encargos já foram registrados no terceiro trimestre do ano passado.

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O analista Ryan Brinkman, JPMorgan, afirmou em relatório que a decisão de fechar as fábricas no Brasil veio em um momento em que investidores têm reclamado sobre a falta de caminho para a lucratividade dos negócios da Ford na América do Sul.

A decisão também veio alguns dias depois do governo de São Paulo ter elevado o ICMS cobrado sobre as vendas de veículos novos e usados, algo que foi alvo de críticas na semana passada pela associação de montadoras, Anfavea.

“Esperamos que a decisão contribua para reduzir rapidamente os prejuízos das operações sul-americanas, para as quais agora esperamos um resultado financeiro em equilíbrio em 2020, ante prejuízo de US$ 300 milhões anteriormente.”

O JPMorgan elevou o preço-alvo das ações da Ford em 10%, para US$ 11.

Analistas do Credit Suisse também disseram que o fechamento das fábricas brasileiras deve ajudar na melhoria de margens da Ford e que a decisão faz sentido estratégico. (Com Reuters)

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