Forbes Radar: Copel define nova política de dividendos e Vale firma acordo com Mitsui



No Forbes Radar de hoje (21)
, a Copel anunciou sua política de distribuição de dividendos com o objetivo de oferecer maior previsibilidade aos acionistas, enquanto a Vale selou um acordo com a Mitsui para aquisição da participação da empresa japonesa (15%) na mina de carvão de Moatize, em Moçambique. Veja estes e outros destaques corporativos desta quinta-feira:

Shell (RDSA34)

A Shell está desenvolvendo projetos de geração de energia solar no interior da Paraíba, que se somam a um portfólio de empreendimentos que a companhia prepara também em Minas Gerais. A empresa entrou com pedido junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) visando obtenção de outorga para um complexo fotovoltaico que será construído na cidade de São João do Rio do Peixe (PB), de acordo com publicação no Diário Oficial da União de ontem.

O empreendimento, com sete parques, terá capacidade instalada de cerca de 323 megawatts, segundo informações da agência Reuters. O pedido na Aneel é um dos primeiros passos para a viabilização de um projeto de geração de energia. Não é possível saber, no entanto, quando a Shell pretende implementar o projeto, o que também depende, em geral, de negociações comerciais.

Procurada, a Shell não respondeu de imediato a um pedido de comentários sobre os empreendimentos. A petroleira já havia solicitado outorga há pouco mais de um ano para um projeto de geração solar em Minas Gerais com cerca de 130 megawatts em capacidade.

Em junho passado, a gerente de desenvolvimento de negócios em energia solar da Shell na América Latina, Maria Gabriela da Rocha, disse à Reuters que a empresa estava iniciando conversas para a venda da produção futura de projetos solares no Brasil, com o objetivo de tirar do papel suas primeiras usinas. Na época, ela comentou que a empresa buscava viabilizar centrais de geração solar que poderiam iniciar operações a partir de 2023, a depender do ritmo das negociações.

São Martinho (SMTO3)

A São Martinho informou que seu Conselho de Administração aprovou a implantação de uma fábrica de etanol de milho em Quirinópolis (GO), com investimentos estimados em cerca de R$ 640 milhões.

O início da operação está previsto para novembro de 2022, com 50% da capacidade na safra 2022/23 e 100% a partir da safra 2023/24, detalhou a companhia. Os investimentos serão financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pelo prazo de até 20 anos.

Na véspera, o BNDES havia informado a aprovação de um financiamento de R$ 941,6 milhões para investimentos da São Martinho em usinas em São Paulo e Goiás. “O projeto foi aprovado com premissas conservadoras, refletindo preços do milho no mercado atual e etanol considerando os últimos meses”, afirmou São Martinho.

Copel (CPLE6)

A Copel definiu uma nova política de dividendos que tem o objetivo de proporcionar mais transparência e previsibilidade do fluxo de pagamentos de proventos aos acionistas, definindo criteriosos parâmetros que preservam as diretrizes estratégicas e financeiras da companhia de médio e longo prazo.

O novo projeto de cálculo prevê:

Alavancagem abaixo de 1,5x = 65% do Lucro Líquido Ajustado
Alavancagem entre 1,5x e 2,7x = 50% do Lucro Líquido Ajustado
Alavancagem acima de 2,7x = 25% do Lucro Líquido Ajustado

Com o objetivo de preservar a capacidade de investimentos sustentáveis, os valores calculados acima estarão sempre limitados pelo Fluxo de Caixa Disponível (FCD), exceto o dividendo obrigatório.

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Vale (VALE3)

A Vale deu o primeiro passo para o processo de desinvestimento do setor de carvão. Ontem (20), a companhia assinou um acordo Heads Of Agreement (HoA) com a Mitsui, permitindo a saída da Mitsui da mina de carvão de Moatize, no Moçambique, e do Corredor Logístico de Nacala (CLN). De acordo com o documento enviado ao mercado, “a transação está em linha com o foco da Companhia em priorizar seus negócios core e sua agenda ESG, empenhada em tornar-se carbono neutro até 2050 e em reduzir 33% de suas emissões até 2030”.

O HoA define os principais termos da negociação com a Vale, que irá adquirir a participação de 15% da Mitsui em Moatize, e 50% de participação e todos os outros créditos minoritários que a empresa detém a empresa detém no Corredor Logístico de Nacala (CLN).

A Vale comprará por US$ 1 a participação nos ativos da mina, além das ações, incluindo o Project Finance do CLN, que tem cerca de US$ 2,5 bilhões de saldo remanescente. A consolidação do Project Finance implicará em cerca de US$ 300 milhões ao ano de despesas operacionais. O futuro refinanciamento do Project Finance e a simplificação da estrutura levarão a uma economia anual estimada de aproximadamente US$ 25 milhões para a Vale.

Além disso, um incêndio em um dos carregadores de navios da mineradora Vale no Terminal Ponta da Madeira (MA), na semana passada, “pode lançar algumas dúvidas” sobre a previsão de produção da companhia para este ano, de entre 315 e 335 milhões de toneladas afirmou o BTG Pactual, em nota.

O BTG prevê atualmente um déficit de cerca de 90 milhões de toneladas no mercado transoceânico de minério de ferro em 2021, assumindo um crescimento da produção de aço bruto chinesa de 2%, comparado com 2020. A afirmação vem apesar da Vale ter informado em nota à imprensa que “o terminal continua em operação, sem impacto nas programações mensais de embarques de minério”.

Gafisa (GFSA3)

As vendas da Gafisa somaram R$ 292 milhões no quarto trimestre de 2020, um crescimento de 103% na comparação com o terceiro trimestre do mesmo ano. No mesmo período, a empresa entregou cinco empreendimentos, com um total de 831 unidades e R$ 403 milhões em VGV (valor geral de vendas).

Em 2020, a Gafisa adquiriu 14 terrenos de R$ 2,1 bilhões e entregou 12 empreendimentos com mais de 2 mil unidades, o equivalente a R$ 1,1 bilhão. “Um ponto a se destacar é o trabalho de reestruturação da equipe da Gafisa Vendas, que contava no 1T20 com um pouco mais de 40 corretores associados e, atualmente, é composta por aproximadamente 500 destes profissionais”, avalia o vice-presidente de Finanças e Gestão da Gafisa, Ian Andrade.

Locaweb (LWSA3)

A Locaweb informou ontem ao mercado que concluiu a compra da Social Miner por R$ 22,2 bilhões. A empresa oferece uma plataforma SaaS para e-commerce e varejistas, engajamento de consumidores, conversão de fluxos de visitantes para cadastros ou compras, além da diminuição do custo de aquisição dos clientes.

P&G (PGCO34)

A Procter & Gamble (P&G) elevou previsão de vendas para o ano inteiro pela segunda vez nesta quarta-feira, após a gigante de produtos de consumo se beneficiar de um alto nível de demanda por seus produtos de higiene e limpeza devido à pandemia.

No geral, as vendas líquidas aumentaram 8%, para US$ 19,75 bilhões, nos últimos três meses de 2020, superando a estimativa média dos analistas de US$ 19,27 bilhões, de acordo com dados da Refinitiv.

O lucro líquido atribuível a P&G aumentou 4%, para US$ 3,85 bilhões, ou US$ 1,47 por ação. Em termos ajustados, a companhia lucrou US$ 1,64 por ação. Esperando um aumento no consumo, a empresa elevou a previsão de crescimento de vendas no ano fiscal de 2021, para uma faixa de 5% a 6%, em comparação com 3% a 4% anteriormente.

Hypera (HYPE3)

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou ontem, com restrições, a compra pela Hypera Pharma de portfólio na América Latina da Takeda Pharmaceutical International.

A decisão do Cade, publicada na conta do órgão antitruste no Twitter, está em linha com as expectativas da Hypera, que esperava a autorização no começo de 2021. A única restrição é relacionada ao medicamento Xantinon, que a Hypera vendeu para a União Química Farmacêutica Nacional, em setembro de 2020, informou uma fonte a par da decisão à Reuters

A Hypera anunciou em março do ano passado o acordo com a Takeda para a aquisição de portfólio de 18 medicamentos isentos de prescrição médica na América Latina por US$ 825 milhões.

Light (LIGT3) e Cemig (CEMIG4)

A empresa brasileira de energia Light concluiu uma oferta de ações que levantou R$ 2,7 bilhões, conforme comunicado divulgado ontem. O follow-on permitiu à Cemig alienar sua participação de 22,6% na companhia de energia e captar R$ 1,37 bilhão. A Light também captou R$ 1,37 bilhão para reduzir o endividamento.

A Light precificou suas ações a R$ 20 cada, com um desconto de cerca de 7% sobre o preço de fechamento da última terça-feira (19).

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