Ibovespa acompanha recuperação no exterior e opera em alta

O Ibovespa abre o dia em leve alta, acompanhando o retorno dos investidores às compras após forte correção observada na sessão de ontem. Às 10h16, horário de Brasília, o índice brasileiro avançava 0,19% aos 123.483 pontos. A recuperação também é observada no exterior, com os futuros em Wall Street operando com ganhos nesta manhã. As ações de maior liquidez, como Petrobras, bancos e algumas empresas de metais, conduzem o Ibovespa para cima, favorecidas pelo fluxo de recursos dos investidores estrangeiros que segue positivo para a bolsa paulista.

Analistas projetam que os próximos pregões podem ser de volatilidade para os ativos globais frente à tensão em Washington nos últimos dias da administração Donald Trump, com a possibilidade de novos manifestações violentas por seus apoiadores. Os democratas no Congresso norte-americano planejam votar o impeachment de Trump nesta quarta-feira, alegando que o presidente incitou manifestações violentas e a invasão do Congresso na última semana.

No cenário doméstico, o mercado segue acompanhado a disputa pela presidência da Câmara dos Deputados, fundamental para a tramitação da pauta econômica do governo. O presidente Jair Bolsonaro cobrou ontem o apoio dos ruralistas ao seu candidato, Arthur Lira (AL), contra o deputado Baleia Rossi (MDB-SP). Bolsonaro ressalvou que não tem “pessoalmente” nada contra Baleia Rossi, mas disse que “do lado de lá” existem apoios do PT, do PCdoB e do PSOL. Além dos partidos de esquerda, o bloco que apoia Rossi, organizado pelo atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), inclui o próprio MDB, DEM, e PSDB.

A inflação no Brasil também segue no radar do mercado, pressionando a curva de juros depois do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informar hoje que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 1,35% em dezembro, após alta de 0,89% no mês anterior. Com o resultado, a inflação medida pelo IPCA encerrou 2020 em 4,52%.

O dólar opera em queda contra o real nesta terça-feira, após fechar em máxima de dois meses no pregão de ontem. Às 10h16, a moeda norte-americana recuava 0,57%, negociada a R$ 5,47 na venda.

No acumulado de 2021, o real já perde 5% ante o dólar, o pior desempenho global. Com o descolamento do câmbio, o Banco Central voltou a fazer ofertas líquidas de moeda estrangeira nos últimos dias, com venda de US$ 500 milhões na véspera. A piora relativa do real é associada também ao nível de juros, com a Selic na mínima histórica de 2% deixando a moeda brasileira como opção barata para hedge ou mesmo como fonte de financiamento.

“Vale observar, entretanto, que, no Brasil, a preocupação fiscal segue como principal fator que mantém o real depreciado e continuará como um dos temas principais em 2021”, disse a Rico em relatório. A casa ainda estima dólar a R$ 4,90 ao fim do ano e com potencial de apreciação adicional se o cenário global continuar a sugerir o dólar mais fraco ante moedas emergentes. (Com Reuters)

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