Ibovespa fecha em alta com otimismo de vacinas e Weg liderando ganhos

O Ibovespa fechou em alta o pregão de hoje (18), subindo 0,74% aos 121.241 pontos, com Weg capitaneando os ganhos e renovando máximas históricas. O otimismo do mercado foi impulsionado pela vacinação contra o coronavírus no Brasil, iniciada ontem após a aprovação pela Anvisa da Coronavac e da AstraZeneca. O volume financeiro da sessão somou R$ 49,8 bilhões, inflado pelo exercício de opções sobre ações, units e cotas de ETF. Com o fechamento de hoje, o índice brasileiro reverte parte do recuo de 3,7% acumulado na última semana.

Sem pregão em Wall Street em função do feriado de Martin Luther King nos Estados Unidos, o mercado direcionou a atenção para o ambiente doméstico, com vacinas e o acirramento das tensões políticas no radar dos investidores. Hoje, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que não é o momento de discutir um impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Na sexta-feira, o termo impeachment entrou nas discussões dos analistas após faltar oxigênio nos hospitais em Manaus, o que acabou pressionando ainda mais os mercados locais.

Pesquisa XP/Ipespe mostrou que a avaliação negativa do governo de Jair Bolsonaro, assim como a percepção de sua atuação no combate à crise do coronavírus, pioraram em janeiro. A escalada da pandemia no país e a queda da popularidade do presidente alimentam no mercado temores de pressão adicional por mais gastos, o que poderia deteriorar ainda mais a já frágil perspectiva para as contas públicas.

“Esperamos que o governo e o Congresso em breve aprovem outra rodada de medidas fiscais para mitigar o impacto social, econômico e de saúde pública de uma preocupante e muito intensa segunda onda de Covid-19”, disse o Goldman Sachs em nota.

O dólar encerrou o dia próximo da estabilidade, em queda de 0,07% e negociado a R$ 5,30 na venda, tomando fôlego ao longo da tarde depois de cair mais de 1% no período da manhã. A vacinação tem sido citada por profissionais do mercado como fator crucial para a recuperação do Brasil, impactando, consequentemente, os rumos da taxa de câmbio, já que uma economia em crescimento tende a atrair mais investimentos estrangeiros com potencial para baixar o preço da moeda norte-americana.

“A velocidade de vacinação ditará o quão rápido a atividade econômica retornará ao nível pré-pandemia, mas não altera os desafios estruturais que o país enfrenta”, disse a Guide em nota.

A política monetária também esteve no radar, com o Banco Central anunciando na quarta-feira sua decisão de juros. Pesquisa Reuters mostrou que o Copom deve manter a Selic na mínima histórica de 2% ao ano, mas provavelmente enfatizar a necessidade de uma normalização da Selic em resposta às pressões inflacionárias.

As projeções para o crescimento econômico e inflação no Brasil foram revistas para cima. De acordo com o Boletim Focus desta segunda-feira, a inflação em 2021 deve chegar a 3,43%, ante perspectiva de 3,34% divulgada na última semana. Para 2022, o mercado acredita que o IPCA fique em 3,50%.

Também nos indicadores, o IBC-Br, sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), registrou alta de 0,59% em novembro na comparação com o mês anterior, de acordo com dado dessazonalizado divulgado pelo Banco Central nesta manhã. (Com Reuters)

DESTAQUES DO IBOVESPA

Maiores Altas
WEGE3: +7,02% a R$ 92,21
NTCO3: +5,16% a R$ 51,94
BPAC11: +3,97% a R$ 92,27
GNDI3: +3,66% a R$ 99,00
HAPV3: +3,64% a R$ 17,93

Maiores Baixas
EQTL3: -2,14% a R$ 22,86
PRIO3: -1,94% a R$ 72,84
SBSP3: -1,79% a R$ 41,80
BRFS3: -1,78% a R$ 20,39
CMIG4: -1,64% a R$ 14,43

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