Ibovespa fecha em queda com pressão negativa do exterior

Após abrir o dia em forte alta, o Ibovespa fechou o primeiro pregão do ano em baixa de 0,14% aos 118.854 mil pontos, refletindo a expressiva correção observada em Wall Street. A queda do índice brasileiro foi limitada pela performance positiva dos setores de siderurgia e mineração, com os papéis da Vale (VALE3) subindo 4,5% no pregão.

Nos primeiros negócios do dia, o Ibovespa chegou a bater a marca dos 120.353 mil pontos, na esteira do otimismo com a vacinação contra a Covid-19 no exterior e num ambiente de expressivos estímulos monetários no mundo todo. A abertura em Nova York, no entanto, contaminou o desempenho do indicador doméstico, após os benchmarks norte-americanos despencarem para mínimas em duas semanas com investidores realizando lucros às vésperas do segundo turno para o Senado no estado da Geórgia. O pleito irá definir se Biden governará com maioria democrata nas duas Casas ou se os republicanos manterão o predomínio no Senado.

O Dow Jones terminou o dia com queda de 1,25%, o S&P 500 recuou 1,48% e o Nasdaq Composite perdeu 1,47% na sessão de hoje. O índice de volatilidade VIX, termômetro do medo em Wall Street, saltou 18,2% e fechou no maior patamar desde 5 de novembro.

“A agenda do presidente eleito Biden, incluindo estímulos e gastos com infraestrutura depende das disputas por duas cadeiras no Senado na Geórgia, que determinará qual partido terá o controle da casa”, comenta Julia Aquino, analista da Rico Investimentos.

O menor apetite por riscos no dia fez o dólar encerrar em forte alta contra o real, avançando 1,57% e negociado a R$ 5,26 na venda. A virada do dólar ocorreu em sintonia com o fortalecimento da moeda no exterior frente aos pares emergentes. O Morgan Stanley alertou em relatório que a relação risco/retorno das ações norte-americanas se deteriorou e que o mercado está pronto para uma correção de baixa. Uma forte queda em Wall Street pode afetar ativos de risco em todo o mundo, incluindo o real.

O ministério da Economia divulgou hoje que a balança comercial brasileira deve registrar avanço de 3,9% no saldo superavitário em 2021, a US$ 53 bilhões, em um cenário que contempla um crescimento do PIB entre 3,2% a 3,8%. A balança comercial brasileira fechou 2020 com superávit de US$ 50,995 bilhões, avanço de 6,2% em termos de valor sobre 2019.

Também nesta segunda-feira o Boletim Focus trouxe uma redução nas expectativas para a taxa básica de juros e para o desempenho da economia em 2021. As medianas do mercado apontam Selic encerrando o ano em 3%, contra 3,13% projetados na semana anterior, e contração de 4,36% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, ante queda projetada de 4,4%.

As Bolsas europeias fecharam o dia no azul, com destaque para o índice FTSE 100, do Reino Unido, que subiu 1,7% na primeira sessão após o Brexit. Também hoje o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, determinou um novo lockdown nacional para tentar desacelerar o aumento de casos da Covid-19 que ameaça sobrecarregar o sistema de saúde antes do programa de vacinação alcançar uma parcela expressiva da população.

DESTAQUES DO IBOVESPA

Maiores Altas
CSNA3: +7,28% a R$ 34,17
PRIO3: +6,57% a R$ 74,80
GGBR4: +6,50% a R$ 26,04
GOAU4: +4,80% a R$ 11,80
CSAN3: +4,63% a R$ 79,24

Maiores Baixas
EMBR3: -5,42% a R$ 8,37
JHSF3: -4,74% a R$ 7,44
IGTA3: -4,55% a R$ 35,46
SBSP3: -4,23% a R$ 42,56
MULT3: -4,16% a R$ 22,55

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