Ibovespa opera de lado com cautela global e incertezas domésticas

O Ibovespa abre o dia próximo da estabilidade, ganhando 0,04% aos 116.505 pontos nos primeiros negócios da sessão, acompanhando o movimento de cautela no exterior e com investidores no mercado doméstico atentos a possibilidade de uma nova rodada de auxílio emergencial e seus impactos sobre as contas públicas. Reportagem do jornal Valor Econômico divulgada nesta amanhã revela que o governo já estuda conceder auxílio de R$ 200,00 para um grupo menor de beneficiários, embora esse não seja o desejo da equipe econômica.

Ontem, o presidente Jair Bolsonaro reforçou em evento do banco Credit Suisse como a precariedade das contas públicas limita a possibilidade de novos pagamentos diretos aos cidadãos brasileiros. Os comentários do presidente, alinhados às declarações do ministro da economia Paulo Guedes, reforçaram também a defesa da vacinação contra a Covid-19 como fundamental para a recuperação da economia brasileira, em uma clara mudança de tom sobre a imunização da população.

A disputa pela presidência da Câmara e do Senado também colaboram para o sentimento de cautela no dia. O primeiro turno na Câmara está marcado para a próxima segunda-feira, 1º de fevereiro. De acordo com o ministro Paulo Guedes, as eleições estão travando a agenda de reformas do governo no legislativo, mas as pautas devem ganhar tração após a decisão nas Casas.

No exterior, o tom é também de cautela na sessão, com os índices futuros em Wall Street operando no negativo à espera da decisão do Fed sobre a política monetária, em meio a balanços corporativos e negociações para aprovação do novo pacote de estímulos no Congresso norte-americano.

O dólar sobe firme contra o real nesta manhã, corrigindo parte da queda da sessão anterior em um dia de aversão aos ativos de risco nos mercados globais. Às 10h23, horário de Brasília, o dólar avançava 0,94%, negociado a R$ 5,37 na venda. De acordo com comentário do trader da mesa de câmbio do Travelex Bank, Thiago Penteado, o mercado acompanha com cautela o crescimento nos números de casos de coronavírus no Brasil e os ruídos políticos na esfera federal. Apenas ontem foram registrados quase 62 mil novos casos de Covid-19 no país, enquanto o número de óbitos já ultrapassa os 219 mil.

No cenário macroeconômico, dados do Banco Central divulgados nesta manhã mostram que o Brasil registrou déficit em transações correntes de US$ 5,393 bilhões em dezembro, após oito meses consecutivos de superávit. Com isso, o déficit em 12 meses passou a 0,87% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 2,70% em 2019. Os investimentos diretos no país (IDP) alcançaram US$ 739 milhões. (Com Reuters)

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