Ibovespa sobe com exterior e sinalizações positivas de Guedes no radar

O Ibovespa abre o pregão desta terça-feira (26) próximo da estabilidade, ganhando 0,04% aos 117.431 pontos às 10h23, horário de Brasília, com o mercado repercutindo a saída de Wilson Ferreira Junior da presidência da Eletrobras. Defensor da privatização da companhia, Ferreira Jr. decidiu deixar o posto após entender que privatização da elétrica não tem a tração que deveria para ser concluída.

Os investidores domésticos acompanham ainda a participação do ministro Paulo Guedes e do presidente Jair Bolsonaro em evento do banco Credit Suisse nesta manhã. Em fala, Guedes afirmou que a eleição das presidências da Câmara e do Senado deve destravar a agenda de reformas no país. Já Bolsonaro garantiu que o governo mantém seu compromisso com o teto de gastos e que não irá transformar em permanentes medidas temporárias criadas para combater a pandemia de Covid-19.

O ministro da economia afirmou ainda que a expectativa conservadora do governo é de crescimento de 3,5% para o PIB neste ano. Na hipótese mais promissora, o crescimento econômico pode bater os 5%. Guedes fez ainda um apelo ao setor privado para que invista no país e afirmou que medidas para abrir a economia, como privatizações e concessões, ganharão fôlego em 2021.

O dólar trabalha em forte queda contra o real nesta manhã, com recuo de 1,89% e negociado a R$ 5,40 na venda, acompanhando o desempenho negativo da moeda norte-americana também no exterior, enquanto no Brasil o mercado avalia que a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada hoje, reforça a tendência de elevação da taxa de juros.

De acordo com o documento, alguns membros do Comitê defenderam na semana passada o início da elevação da taxa básica de juros, mas o entendimento predominante no colegiado foi de que, diante das incertezas, seria preferível aguardar a divulgação de mais informações sobre o cenário econômico e a pandemia do coronavírus.

Dados divulgados nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) avançou 0,78% em janeiro, depois de ter subido 1,06% em dezembro. A prévia revela uma desaceleração da inflação, mas em patamares ainda elevados sob pressão dos preços da energia elétrica e alimentos.

Para o mês de janeiro, o resultado é o mais elevado desde 2016, quando a alta do índice foi de 0,92%. Em 12 meses até janeiro, o IPCA-15 acumula alta de 4,30%, depois de ter encerrado dezembro com avanço de 4,23%.

No exterior, os índices futuros em Nova York operam em campo misto, com investidores acompanhando as negociações no Congresso para o novo pacote de estímulos financeiros nos EUA, da ordem de US$ 1,9 trilhão, e de olho na temporada de balanços corporativos. Neste semana apresentam seus resultados Starbucks, Microsoft, Apple, Tesla e Facebook.

Na Ásia, o índice de blue-chips da China registrou hoje a maior perda diária desde setembro depois de tocar máxima de 13 anos na sessão anterior, em meio ao aperto das condições de liquidez e às tensões sino-americanas. O CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 2,01%.

As empresas financeiras reagem ao cenário de aperto das condições de liquidez no país, com as taxas de curto prazo saltando para níveis pré-Covid nesta terça-feira diante da especulação de que o banco central chinês pode adotar um viés de aperto em sua política monetária.

As relações entre China e Estados Unidos também continuam a pesar sobre o sentimento. A China afirmou hoje que realizará exercícios militares no Mar do Sul da China, poucos dias depois de Pequim ter se irritado com a entrada de um grupo de porta-aviões dos EUA na região. (Com Reuters)

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