Petróleo sobe com investidores esperando demanda maior no 2° semestre

Nick Oxford/Reuters
Nick Oxford/Reuters

O petróleo Brent subia US$ 0,64, ou 1,17%, a US$ 55,39 por barril, às 9:17, horário de Brasília. O petróleo dos Estados Unidos avançava US$ 0,18, ou 0,34%, a US$ 52,54 por barril.

Os preços do petróleo sobem hoje (19) em meio a um otimismo de que estímulos governamentais eventualmente impulsionarão o crescimento da economia global e a demanda por petróleo, o que supera as preocupações com novos lockdowns contra o coronavírus e seu efeito sobre o consumo de combustíveis.

O petróleo Brent subia US$ 0,64, ou 1,17%, a US$ 55,39 por barril, às 9:17, horário de Brasília. O petróleo dos Estados Unidos avançava US$ 0,18, ou 0,34%, a US$ 52,54 por barril. O Brent havia recuado US$ 0,35 na sessão anterior, enquanto o WTI não teve negociações devido ao feriado que fechou os mercados norte-americanos.

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“A percepção é de que qualquer retrocesso será rápido, uma vez que a confiança na recuperação econômica e da demanda por petróleo não deve desaparecer“, disseram analistas da PVM em nota. Investidores estavam otimistas com a demanda na China, maior importadora global de petróleo, após dados divulgados ontem (18) terem mostrado que a produção das refinarias chinesas avançou 3% para um novo recorde em 2020. A China também conseguiu evitar uma contração econômica no ano passado.

A Agência Internacional de Energia (IEA) reduziu suas perspectivas sobre a demanda por petróleo em 2021, mas apontou para uma recuperação da demanda no segundo semestre para uma média anual de 96,6 milhões de barris por dia. “Fechamentos de fronteiras, medidas de distanciamento social e quarentenas vão continuar a limitar a demanda por combustíveis até que as vacinas estejam mais amplamente distribuídas, mais provavelmente na segunda metade do ano”, disse a IEA em relatório mensal.

“Essa recuperação reflete principalmente o impacto de pacotes de estímulos fiscais e financeiros, assim como a efetividade de medidas para resolver a pandemia”, disse a IEA. O surgimento de novas variações do vírus, novos lockdowns na China e problemas logísticos nos programas de vacinação contribuíram para a visão mais negativa da agência.

Destacando que uma melhoria na demanda global foi revertida em dezembro, a organização com sede em Paris reduziu sua projeção para a demanda no primeiro trimestre em 580 mil barris por dia (bpd), enquanto a projeção para 2021 foi reduzida em 300 mil bpd.

Tanto a oferta quanto a demanda devem se recuperar neste ano, esforços de grandes produtores para equilibrar o mercado contendo a produção ajudaram a reduzir estoques de petróleo e derivados pelo mundo, mas os estoques seguem perto de um pico visto em maio. Dado o aumento de demanda esperado no segundo semestre, no entanto, “será preciso muito mais petróleo”.

Um inverno frio na Ásia e na Europa e as restrições de oferta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados impulsionam os preços do petróleo, acrescentou a IEA, enquanto a indústria de “shale” nos EUA deve manter sua produção estável. “Se mantiver seus planos, a Opep+ pode começar a recuperar a participação de mercado que lentamente perdeu para os EUA e outros países desde 2016.” (com Reuters)

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