Ambev tem lucro líquido de R$ 6,9 bi no 4º trimestre

A Ambev teve lucro líquido de R$ 6,9 bilhões no quarto trimestre de 2020, uma alta de 63,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, em resultado beneficiado por créditos tributários, mas também marcado por crescimento de volumes e receitas, enquanto as margens no período recuaram.

Em termos ajustados, o lucro ficou em R$ 7 bilhões, alta de 51,2% ano a ano, de acordo com dados divulgados pela fabricante de bebidas hoje (25).

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A companhia explicou que os resultados do período foram impactados positivamente por 4,3 bilhões de créditos tributários extemporâneos decorrentes da decisão do Supremo Tribunal Federal de 2017 pela inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da Cofins.

Nos últimos três meses de 2020, a Ambev vendeu 50,9 milhões de hectolitros, crescimento orgânico de 7,6%, e atribuiu o resultado ao forte desempenho de Cerveja Brasil (+11,9%, para 26,4 milhões de hectolitros) e à recuperação consistente da América Latina Sul. “Em Cerveja Brasil, de acordo com as nossas estimativas, superamos o desempenho da indústria mais uma vez”, afirmou no material de divulgação do balanço.

A receita líquida totalizou R$ 18,6 bilhões, o que representa uma expansão orgânica de 13,4%. Apenas no Brasil, a receita líquida cresceu 19%, com o volume mostrando elevação de 10,6% e a receita líquida por hectolitro (ROL/hl) subindo 7,6%.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 8,9 bilhões, uma queda orgânica de 0,1% ano a ano, e a margem recuou 5%, para 48,2%. A margem bruta também caiu para 55,8%. Projeções compiladas pela Refinitv apontavam o lucro líquido de R$ 3,9 bilhões e o Ebitda de R$ 7,1 bilhões.

Para 2021, a Ambev espera enfrentar impactos significativos de câmbio, assim como de commodities, que pressionarão a margem Ebitda. Sua taxa média de hedge de real por dólar para 2021 é de R$ 5,29 (+31,9%). “Como resultado, esperamos que nosso CPV (custo de produto vendido), excluindo depreciação e amortização por hectolitro, aumente entre 20% e 23% em Cerveja Brasil”, estimou a empresa.

Por outro lado, a companhia disse que começou o ano com o “forte momentum” em termos de receita, liderado por um crescimento maior que 10% no volume de Cerveja Brasil, mesmo sem as habituais festividades de carnaval.

“O crescimento do volume, juntamente com o melhor desempenho da ROL/hl, graças à implementação de nossa estratégia comercial e melhor mix, serão dois dos principais drivers para compensarmos parcialmente as pressões sobre o custo”, concluiu. (com Reuters)

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